Em meio a risco de intervenção e boato de venda, Consórcio Guaicurus troca presidência
Frota de ônibus é velha e população reclama do péssimo serviço do consórcio (Foto: Arquivo) O Consórcio Guaicurus anunciou uma mudança em sua direção em meio à pressão crescente sobre o contrato do transporte coletivo da capital. O então diretor-presidente, Themis Oliveira, deixou o cargo no início de maio, após pouco mais de um ano, sendo substituído interinamente por João Rezende.
A empresa informou que a saída ocorreu por motivos pessoais, sem detalhar outras razões. Paralelamente, surgiram especulações sobre uma possível negociação de venda do consórcio, incluindo relatos não confirmados de conversas com um grupo empresarial de Goiânia.
O contexto da mudança envolve o aumento da pressão institucional sobre a concessionária, responsável pelo transporte público de Campo Grande há mais de uma década. Recentemente, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul negou, por unanimidade, um pedido da empresa para suspender um processo que pode resultar em intervenção no serviço.
Antes disso, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul já havia se manifestado favoravelmente à possibilidade de intervenção, entendendo que há elementos que justificam a apuração sobre o cumprimento do contrato.
Em março de 2026, a Prefeitura criou uma comissão especial para avaliar se o consórcio tem descumprido obrigações contratuais. O prazo inicial para conclusão do relatório era de 60 dias, mas foi solicitado um adiamento por igual período.
Órgãos municipais como a Agereg e a Agetran também se manifestaram no processo. A Agetran, por exemplo, informou ter registrado mais de 21 mil infrações contra o consórcio entre 2021 e 2025.
A decisão final sobre os desdobramentos do caso deve ser tomada pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos da capital, nos próximos dias.
Fonte: www.ojacare.com.br





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