• Campo Grande, 09/06/2026
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União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro


União Europeia oficializa veto à carne brasileira a partir de setembro

A decisão da União Europeia de suspender a importação de carnes, tripas, peixes e mel produzidos no Brasil representa um desafio importante para o agronegócio nacional e evidencia divergências regulatórias entre os dois mercados. A medida, que passa a valer em setembro, foi justificada pelas autoridades europeias com base em exigências relacionadas ao controle e à rastreabilidade do uso de antimicrobianos na produção animal.

Segundo a Comissão Europeia, o Brasil ainda não apresentou garantias consideradas suficientes para comprovar o cumprimento integral das normas adotadas pelo bloco em toda a cadeia produtiva. Embora o governo brasileiro tenha avançado na restrição de alguns antimicrobianos utilizados na pecuária, os europeus entendem que ainda são necessárias medidas adicionais de fiscalização e certificação.

O veto não decorre de denúncias de contaminação ou de problemas sanitários identificados nos produtos brasileiros, mas de diferenças nos critérios regulatórios adotados pelos dois lados. A exigência europeia está inserida na estratégia de segurança alimentar conhecida como One Health, que busca reduzir o uso excessivo de antibióticos e combater a resistência antimicrobiana.

Representantes do setor produtivo brasileiro contestam a decisão e destacam que o país possui um dos maiores e mais rigorosos sistemas de inspeção agropecuária do mundo. Entidades como a Associação Brasileira das Indústrias Exportadoras de Carnes (Abiec) e a Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) afirmam que os produtos nacionais atendem aos padrões exigidos por mais de 170 mercados internacionais e que o setor continua trabalhando em conjunto com as autoridades brasileiras para adequar os protocolos às exigências europeias.

Diante do novo cenário, o Brasil deverá ampliar os esforços diplomáticos e técnicos para demonstrar a conformidade de seus sistemas de controle e rastreabilidade. O objetivo é recuperar o acesso a um dos mercados mais importantes para as exportações de proteína animal, preservando a competitividade do setor e fortalecendo a confiança internacional na produção agropecuária brasileira.


Fonte: www.ojacare.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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