• Campo Grande, 09/06/2026
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Apesar do caos e desvios, Dr. Jamal aposta no diálogo e diz que CPI “só causa desgaste”


Apesar do caos e desvios, Dr. Jamal aposta no diálogo e diz que CPI “só causa desgaste” Dr. Jamal é contra a criação de CPI e se junta à estratégia da base para evitar desgaste a Adriane Lopes (Foto: Arquivo/CMCG)

O vereador Dr. Jamal Mohamed Salem (MDB), ex-secretário municipal de Saúde de Campo Grande, ainda não assinou o requerimento que propõe a criação de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar a situação da saúde pública na Capital. A iniciativa tem como base denúncias de irregularidades na gestão do setor, incluindo suposto desvio de recursos e problemas recorrentes nas unidades de atendimento.

Segundo Jamal, a prioridade neste momento deve ser o diálogo com o atual secretário municipal de Saúde, Marcelo Vilela. Na avaliação do parlamentar, a abertura de uma CPI pode gerar desgaste político sem necessariamente contribuir para a solução dos problemas enfrentados pela população.

Ao longo dos últimos anos, o vereador fez críticas à condução da saúde municipal. Em ocasiões anteriores, apontou falhas na prestação dos serviços e questionou a demora na definição da chefia da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau). Entre os problemas relatados estão a falta de medicamentos, escassez de materiais para exames, insuficiência de leitos hospitalares e dificuldades no atendimento das unidades de urgência e emergência.

Até o momento, o pedido de instalação da CPI conta com o apoio de oito vereadores: Jean Ferreira (PT), autor do requerimento; Luiza Ribeiro (PT); Landmark Rios (PT); André Salineiro (PL); Fábio Rocha (União Brasil); Flávio Cabo Almi (PSDB); Maicon Nogueira (PP); e Marquinhos Trad (PV).

Dos 29 vereadores da Câmara Municipal, 20 ainda não aderiram à proposta. Entre os temas que poderão ser analisados pela comissão estão os gastos com a locação de ambulâncias, mesmo com veículos recebidos pelo município permanecendo sem utilização por determinado período, além de contratos de prestação de serviços terceirizados na área da saúde.

Também são citadas denúncias relacionadas à execução de contratos de limpeza em unidades de saúde, questionamentos apresentados pelo Conselho Municipal de Saúde e ações movidas pelo Ministério Público para garantir a realização de cirurgias, exames e outros procedimentos para pacientes que aguardam atendimento há anos.

A criação da CPI depende da obtenção do número mínimo de assinaturas exigido pelo regimento da Câmara Municipal.


Fonte: www.ojacare.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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