• Campo Grande, 09/06/2026
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Após 14 anos de serviço ruim, intervenção pode ser chance de melhorar transporte coletivo


Após 14 anos de serviço ruim, intervenção pode ser chance de melhorar transporte coletivo Consórcio recebeu mais de 1,3 mil autuações por falta ou defeito em equipamentos (Foto: Arquivo)

A Prefeitura de Campo Grande recebeu o relatório final da Comissão Especial criada para avaliar a prestação do serviço de transporte coletivo urbano pela concessionária Consórcio Guaicurus. O documento aponta uma série de irregularidades contratuais e recomenda a adoção de intervenção administrativa para apuração mais aprofundada da situação.

Entre os problemas identificados estão a circulação de 98 ônibus com mais de dez anos de uso, elevando a idade média da frota para 7,6 anos, acima do limite contratual de cinco anos. O relatório também registra aumento no índice de reprovação das inspeções de segurança, que passou de 5,4% em 2020 para 18,6% em 2025.

Segundo a comissão, desde junho de 2025 foram registradas 82 interdições de veículos por ausência de inspeção de segurança. Outro ponto destacado é a falta de contratação dos seguros exigidos pelo contrato entre novembro de 2016 e julho de 2025, situação que resultou em multas superiores a R$ 12,2 milhões.

O documento ainda aponta dificuldades na obtenção de informações financeiras, contábeis e operacionais do consórcio, além de indicar fragilidade econômico-financeira das empresas integrantes da concessão.

A prefeitura informou que, entre 2021 e 2025, a Agência Municipal de Transporte e Trânsito (Agetran) aplicou 21.910 autuações ao Consórcio Guaicurus, sendo mais de 15 mil relacionadas a atrasos e omissões de viagens.

De acordo com a comissão, os elementos levantados indicam a viabilidade de uma intervenção com caráter investigativo e fiscalizatório, destinada a assegurar a adequada prestação do serviço e apurar as causas dos problemas identificados, observando o direito à ampla defesa.

Em resposta, o Consórcio Guaicurus afirmou que os problemas apontados decorrem de dificuldades econômico-financeiras enfrentadas pelo sistema de transporte coletivo nos últimos anos. A concessionária argumenta que, considerando o volume total de viagens realizadas entre 2021 e 2025, o índice de cumprimento das metas operacionais alcançou 99,99%.

A empresa também defende uma solução negociada com o município, incluindo a celebração de um termo de ajuste que permita investimentos na renovação da frota, revisão das linhas e melhorias operacionais. Segundo o consórcio, uma intervenção poderia gerar insegurança jurídica e operacional para o sistema de transporte da capital.


Fonte: www.ojacare.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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