Sem salário, funcionários da limpeza de UPAs e CRS anunciam greve em Campo Grande
Apesar de ser anunciada para amanhã, algumas unidades de saúde já estão sem limpeza a partir desta terça-feira
UPA Coronel Antonino / Wesley Ortiz Funcionários responsáveis pela limpeza das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e dos CRS (Centros Regionais de Saúde) de Campo Grande anunciaram greve a partir desta quarta-feira (10) devido à falta de pagamento dos salários e a problemas recorrentes enfrentados junto à empresa Produserv Serviços Ltda. Segundo os trabalhadores, a paralisação seguirá até que todos os vencimentos sejam quitados.
Os profissionais relatam dificuldades financeiras causadas pelos atrasos salariais, com contas básicas e aluguéis em atraso. Além disso, denunciam a falta de materiais adequados para a execução dos serviços de limpeza, afirmando que frequentemente precisam lidar com situações insalubres sem os produtos e equipamentos necessários.
A paralisação já começou em algumas unidades, como as UPAs Coronel Antonino, Universitário e Nova Bahia, onde os funcionários interromperam as atividades ainda nesta terça-feira. De acordo com os trabalhadores, as gerências das unidades foram comunicadas previamente sobre a decisão.
As denúncias contra a Produserv não são recentes. Um relatório do Conselho Municipal de Saúde (CMS) apontou falhas graves na execução do contrato de limpeza da rede municipal de saúde. A fiscalização realizada em 78 unidades identificou déficit de 83 funcionários, além da falta constante de insumos básicos como papel higiênico, sabonete líquido, desinfetantes e sacos de lixo.
O documento também registrou situações em que a limpeza das unidades foi realizada apenas com água devido à ausência de produtos adequados, além da falta de equipamentos de proteção individual (EPIs) e falhas na manutenção das áreas externas.
Segundo o CMS, o déficit de trabalhadores pode representar prejuízo estimado em cerca de R$ 272 mil por mês, totalizando aproximadamente R$ 3,2 milhões por ano. Diante das irregularidades, o conselho recomendou a realização de uma auditoria completa no contrato firmado entre a Prefeitura de Campo Grande e a empresa, que atualmente ultrapassa R$ 34,4 milhões.
Além dos atrasos salariais, funcionários denunciam que parcelas de empréstimos consignados estariam sendo descontadas dos salários sem o devido repasse aos bancos, o que teria provocado cobranças e negativação dos nomes de diversos trabalhadores. Também há reclamações sobre atraso no pagamento de férias, vale-alimentação e vale-transporte.
Com mais de 400 funcionários atuando na Capital, a Produserv presta serviços de limpeza e higienização na rede municipal de saúde desde 2020. Até o momento, a empresa e a prefeitura não apresentaram solução definitiva para os problemas relatados pelos trabalhadores.
Fonte: www.topmidianews.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





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