Adriane acata Justiça, decreta intervenção e advogado do MT assume Consórcio Guaicurus
Consórcio Guaicurus: prefeitura assume comando das empresas de ônibus de Campo Grande (Foto: Arquivo/Midiamax) Depois de seis meses, a prefeita Adriane Lopes (PP) acatou determinação judicial e decretou intervenção por 180 dias no Consórcio Guaicurus, responsável pelo transporte coletivo de Campo Grande. O interventor nomeado é o advogado Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira, ex-diretor da Agência Municipal de Regulação dos Serviços Públicos de Cuiabá (MT).
Decisão judicial e origem da intervenção
A intervenção foi determinada em 17 de dezembro do ano passado pelo juiz Eduardo Lacerda Trevisan, da 2ª Vara de Direitos Difusos, Coletivos e Individuais Homogêneos, a partir de ação movida pelo ex-candidato a prefeito de Campo Grande, Luso Queiroz (PT). Na ação, o petista argumentou que a medida seria a única forma de melhorar o transporte coletivo da Capital, utilizado diariamente por mais de 100 mil passageiros.
Medidas adotadas pela Prefeitura
Com a decisão, a prefeita determinou o afastamento dos diretores do consórcio e das quatro empresas que o compõem:
Viação Cidade Morena
Viação São Francisco
Viação Campo Grande
Jaguar Transportes Urbanos
A medida é apontada como a primeira grande intervenção na estrutura controlada pela família Constantino, que atua há décadas no transporte coletivo da Capital.
Segundo a decisão administrativa, o interventor e sua equipe terão poderes para administrar a concessão durante o período de intervenção, garantindo a continuidade, regularidade, segurança e adequação do serviço público, respeitando as normas legais, regulamentares e contratuais.
Equipe de intervenção
A prefeita designou profissionais de diferentes estados para compor a equipe responsável pela intervenção:
Interventor geral: Alexandro Adriano Lisandro de Oliveira (Cuiabá-MT), ex-diretor de Regulação da agência municipal de Cuiabá na gestão de Emanuel Pinheiro (PSD). O advogado chegou a disputar na Justiça sua permanência no cargo após ser exonerado.
Interventor administrativo-financeiro: Rodolfo Bahiense Fernandes (Rio de Janeiro), proprietário da empresa RBF Assessoria.
Diretor operacional: Robson Tadeu Pereira (Maceió-AL), advogado especializado em concessões públicas.
Integrante local: Alexandre Souza Moreira (Campo Grande), atual procurador-chefe da Agetran, que já integrava a comissão responsável pelo relatório que recomendou a intervenção.
Missão e remuneração
De acordo com a Prefeitura, os interventores receberão remuneração equivalente à dos atuais executivos do Consórcio Guaicurus, embora os valores não tenham sido divulgados no Diário Oficial.
A intervenção terá duração inicial de seis meses. Ao final do período, a equipe deverá devolver a administração das empresas ou recomendar a decretação de caducidade do contrato de concessão. Caso essa última hipótese seja adotada, a Prefeitura poderá manter o controle do sistema até a realização de nova licitação.
Objetivos da intervenção
A equipe interventora terá como principais atribuições:
Assegurar a continuidade, regularidade, eficiência e segurança do transporte coletivo urbano em Campo Grande;
Apurar as causas das irregularidades apontadas em relatórios técnicos e administrativos da Comissão Especial e das agências reguladoras;
Verificar a situação operacional, econômico-financeira, contábil, patrimonial e contratual da concessão;
Identificar eventuais responsabilidades de administradores, gestores e demais agentes envolvidos;
Propor medidas corretivas e soluções consensuais para garantir a adequada prestação do serviço.
Recursos
O Consórcio Guaicurus poderá apresentar recurso administrativo contra a intervenção e também recorrer ao Poder Judiciário para contestar a decisão.
Fonte: www.ojacare.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br





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