• Campo Grande, 01/07/2026
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VEREADOR PRESO SENIVAL MOURA DECLAROU PATRIMÔNIO DE R$ 4,00 EM MEIO A INVESTIGAÇÃO SOBRE MOVIMENTAÇÕES MILIONÁRIAS

Documento apresentado para obter justiça gratuita contrasta com apurações sobre suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo empresa de transporte investigada por ligação com o PCC


VEREADOR PRESO SENIVAL MOURA DECLAROU PATRIMÔNIO DE R$ 4,00 EM MEIO A INVESTIGAÇÃO SOBRE MOVIMENTAÇÕES MILIONÁRIAS Foto: Divulgação

O vereador Senival Moura, preso durante a Operação Última Parada, chamou atenção ao apresentar à Justiça uma declaração de hipossuficiência financeira na qual afirma possuir patrimônio de apenas R$ 4,00 e viver em situação de extrema pobreza.

O documento foi utilizado para solicitar os benefícios da justiça gratuita, sob a alegação de incapacidade de arcar com as despesas processuais sem comprometer a própria subsistência. A informação ganhou repercussão por destoar das investigações conduzidas pelas autoridades.

A declaração causou surpresa porque a Polícia Civil do Estado de São Paulo e o Ministério Público do Estado de São Paulo sustentam que Senival Moura é um dos principais investigados em um suposto esquema de lavagem de dinheiro envolvendo a empresa Transunião Transportes.

Segundo os investigadores, o grupo teria utilizado contratos e movimentações financeiras para ocultar recursos ligados ao Primeiro Comando da Capital, organização criminosa que atua dentro e fora dos presídios paulistas.

As apurações apontam que a empresa movimentou valores expressivos ao longo dos últimos anos, o que aumenta os questionamentos sobre a compatibilidade entre a declaração de patrimônio apresentada pelo vereador e os elementos reunidos pelos investigadores. Embora a defesa sustente que a declaração atende aos requisitos legais para a concessão da justiça gratuita, o contraste entre as informações tem sido amplamente debatido.

A Operação Última Parada foi deflagrada com o objetivo de desarticular um suposto esquema de lavagem de dinheiro que teria utilizado empresas do setor de transporte coletivo para dar aparência de legalidade a recursos provenientes do crime organizado. Além da prisão temporária de Senival Moura, foram cumpridos mandados de busca e apreensão contra outros investigados, além da coleta de documentos e equipamentos eletrônicos que passam por perícia.

Os investigadores também apuram possíveis desvios de recursos, contratos suspeitos e a atuação de pessoas ligadas à administração das empresas de ônibus envolvidas. A força-tarefa pretende identificar o destino dos valores movimentados, os beneficiários finais das operações e a eventual participação de outros agentes públicos ou privados no esquema investigado.

O caso ganhou repercussão política por envolver um vereador em exercício e por levantar dúvidas sobre a origem dos recursos relacionados às empresas investigadas. Parlamentares da oposição passaram a cobrar esclarecimentos, enquanto aliados defendem que as conclusões sejam tomadas apenas após o encerramento das investigações e garantidos o direito à ampla defesa e ao contraditório.

As investigações continuam em andamento e tanto a Polícia Civil quanto o Ministério Público afirmam que novas diligências poderão ser realizadas conforme a análise do material apreendido. Até o momento, não há condenação definitiva contra os investigados, e o processo segue em fase de apuração, cabendo à Justiça avaliar as provas produzidas ao longo da instrução criminal.

Fonte: diario360.com.br

Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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