ADVOGADO NELSON WILIANS É ALVO DA PF EM OPERAÇÃO QUE INVESTIGA ESQUEMA BILIONÁRIO DE BETS
Operação Arena cumpre 17 mandados em cinco estados e mira suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas ligado a apostas esportivas; bens avaliados em até R$ 1,1 bilhão foram alvo de medidas judiciais.
Rodolfo Oliveira
Foto: Estadão
Foto: Estadão Operação Arena investiga suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (13) a Operação Arena, que investiga um suposto esquema de lavagem de dinheiro e evasão de divisas relacionado a recursos provenientes da exploração de jogos de azar e apostas esportivas. Entre as medidas cumpridas está um mandado de busca e apreensão na residência do advogado Nelson Wilians, em São Paulo.
Segundo as investigações, Wilians é suspeito de atuar como operador financeiro do esquema. A operação envolve 17 mandados de busca e apreensão distribuídos por cinco estados e medidas de sequestro de bens que podem alcançar aproximadamente R$ 1,1 bilhão.
As autoridades apuram a movimentação de valores considerados expressivos e buscam identificar a origem dos recursos, os mecanismos utilizados para ocultação do patrimônio e possíveis operações financeiras realizadas fora do país.
O nome do advogado também já havia aparecido em outras investigações. Entre elas estão apurações relacionadas a supostas fraudes envolvendo descontos indevidos no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e a uma operação que investigou a comercialização irregular de créditos de ICMS estimados em R$ 3,8 bilhões.
A sequência de investigações envolvendo o profissional ampliou o escrutínio sobre suas atividades empresariais e financeiras. As autoridades agora buscam verificar se existe conexão entre os diferentes casos e qual teria sido efetivamente o papel de cada investigado nas operações analisadas.
A Operação Arena também chama atenção pelo volume de recursos que podem ser alvo de medidas judiciais. O bloqueio e o sequestro de bens têm como objetivo preservar valores que eventualmente possam estar relacionados às práticas investigadas, enquanto a apuração busca reunir provas sobre a origem e a movimentação do dinheiro.
As medidas cumpridas nesta quinta-feira fazem parte de uma investigação ainda em andamento. A realização de buscas e o eventual bloqueio de patrimônio não representam, por si só, uma conclusão sobre a responsabilidade criminal dos alvos, que têm direito à defesa e ao devido processo legal.
O avanço da operação coloca novamente em discussão a necessidade de fiscalização sobre grandes movimentações financeiras e sobre a utilização de estruturas empresariais e profissionais para eventual ocultação ou transferência irregular de recursos.
A Polícia Federal deverá analisar documentos, dispositivos eletrônicos, registros financeiros e outros materiais apreendidos durante a operação para esclarecer a estrutura do suposto esquema, identificar os envolvidos e determinar a origem dos recursos investigados.
Diário360





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