Durigan vira porta-voz de Lula em ofensiva contra Flávio na economia
Ministro da Fazenda teceu várias críticas ao núcleo Bolsonaro na última semana e chegou a atribuir inflação ao grupo
Foto: Arquivo Ministro da Fazenda critica propostas de Flávio Bolsonaro e defende política econômica de Lula.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, tem defendido a política econômica do governo Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e feito críticas ao senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ).
Em entrevistas recentes, Durigan classificou como “balela” uma proposta da equipe econômica de Flávio para o controle dos gastos públicos. A ideia, apresentada pela coordenadora econômica da campanha, Daniella Marques, prevê a criação de um conselho fiscal, embora a medida não esteja prevista no plano de governo do candidato.
Durigan também criticou o governo de Jair Bolsonaro, que, segundo ele, foi marcado por “anarquia regulatória”, com impactos na economia e na criminalidade. O ministro ainda atribuiu parte da pressão inflacionária às guerras apoiadas pelo bolsonarismo.
Quem é Dario Durigan.
Nome de confiança de Lula e do ex-ministro Fernando Haddad, Durigan assumiu o Ministério da Fazenda após a saída de Haddad, que deixou o cargo para disputar o governo de São Paulo. Antes, era secretário-executivo da pasta.
Formado em Direito pela USP, com mestrado pela UnB, Durigan é servidor de carreira da Advocacia-Geral da União (AGU) e possui experiência na formulação de políticas públicas e na articulação jurídica de projetos econômicos.
À frente da Fazenda, participou de medidas como o endurecimento das regras para empresas de apostas e o programa Desenrola 2.0.
Nas últimas semanas, o ministro passou a atuar como um dos principais defensores do legado econômico do governo Lula e também tem sinalizado possíveis caminhos para uma eventual continuidade da política econômica em um novo mandato.
Ao comentar a proposta da campanha de Flávio, Durigan questionou a credibilidade da criação de um conselho fiscal diante de críticas aos demais Poderes.
“Como que se propõe isso, se no fundo a gente está vendo todo dia ataque aos outros Poderes, desrespeito institucional? Isso é balela, isso não é crível”, afirmou.
O ministro também questionou se a família Bolsonaro passaria a discutir a situação fiscal do país com o Supremo Tribunal Federal (STF).
“A solução vai ser a família Bolsonaro discutindo com o Supremo e entrando num acordo sobre responsabilidade fiscal?”, declarou.
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