• Campo Grande, 04/09/2026
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VORCARO SOBRE POLÍTICOS: “SEM ELES ME CONHECER, EU ME RELACIONEI PARA NÃO SER QUEIMADO EM PRAÇA PÚBLICA”

Ex-banqueiro afirma que buscou aproximação com autoridades, magistrados e lideranças políticas como estratégia para proteger o Banco Master diante das pressões e disputas que enfrentava


VORCARO SOBRE POLÍTICOS: “SEM ELES ME CONHECER, EU ME RELACIONEI PARA NÃO SER QUEIMADO EM PRAÇA PÚBLICA” Foto: Divulgação

BOMBA NO CASO MASTER: Vorcaro diz que criou “rede de proteção” para não ser “queimado em praça pública”

Em depoimentos prestados à Polícia Federal e ao Judiciário, o ex-banqueiro Daniel Vorcaro afirmou que sua aproximação com magistrados, autoridades e lideranças políticas foi uma estratégia de defesa diante das pressões que enfrentava no mercado financeiro. Segundo ele, a construção dessas relações tinha como objetivo proteger o Banco Master e evitar que sua trajetória empresarial fosse destruída em meio a disputas de poder.
Vorcaro declarou que passou a se relacionar com pessoas influentes da República mesmo sem possuir uma relação anterior de proximidade. Ao explicar a lógica dessas aproximações, afirmou: “Sem eles me conhecer, eu me relacionei, para eu ser queimado em praça pública”.
Segundo o ex-controlador do Banco Master, a criação de pontes com integrantes dos altos escalões funcionava como uma espécie de mecanismo de defesa institucional. Ele alegou que precisava manter canais de diálogo abertos para enfrentar um ambiente que considerava marcado por forte pressão, interesses conflitantes e riscos para a continuidade de seus negócios.

Nos relatos apresentados às autoridades, Vorcaro afirmou ter enfrentado resistências e disputas dentro do mercado financeiro e buscado alternativas para preservar a instituição diante de situações que, segundo sua versão, poderiam comprometer sua sobrevivência empresarial.
O empresário também reconheceu que cometeu erros durante o processo de crescimento do Banco Master. Segundo ele, em determinados momentos teria cedido a pressões e adotado determinadas condutas na tentativa de manter a instituição funcionando em meio às dificuldades que enfrentava.
A defesa de Vorcaro sustenta que os contatos mantidos com autoridades, escritórios jurídicos e representantes de diferentes setores faziam parte de uma estratégia de sobrevivência empresarial, e não de uma tentativa de obter privilégios ou tratamento diferenciado.
Entre os pontos citados nos depoimentos estão relações construídas ao longo dos anos com integrantes do sistema de Justiça e do meio político. Na versão apresentada pelo ex-banqueiro, essas conexões tinham como principal objetivo ampliar o diálogo institucional e criar caminhos para enfrentar momentos de pressão.

Vorcaro também afirmou que sua atuação nos bastidores ocorreu em um ambiente no qual, segundo ele, grandes instituições financeiras precisam manter interlocução constante com órgãos reguladores, autoridades públicas e diferentes setores do poder.
As declarações foram incorporadas aos autos com o objetivo de contextualizar mensagens, contatos e relações que passaram a ser questionados no decorrer das investigações envolvendo o Banco Master e pessoas ligadas à instituição.
Ao justificar sua estratégia, Daniel Vorcaro resumiu a lógica que, segundo ele, orientou sua atuação naquele período: “Sem eles me conhecer, eu me relacionei, para eu não ser queimado em praça pública”.
A declaração coloca sob os holofotes uma das questões mais sensíveis do caso: até onde pode chegar a estratégia de aproximação entre empresários em dificuldades e integrantes das estruturas de poder? A resposta dependerá da análise das provas e do contexto de cada relação mencionada nos depoimentos.

www.msagoraurgentenews.com.br




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