• Campo Grande, 04/09/2026
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FACHIN RETIRA PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA MENDONÇA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS

Presidente do STF determina que representação apresentada por Alexandre de Moraes tramite em procedimento separado, sob sua própria relatoria, com manifestações da PGR e de André Mendonça antes de eventual prosseguimento das apurações


FACHIN RETIRA PEDIDO DE INVESTIGAÇÃO CONTRA MENDONÇA DO INQUÉRITO DAS FAKE NEWS Foto: STF

FACHIN MUDA O RITO NO STF: pedido de Moraes contra Mendonça sai do inquérito das fake news.

O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, determinou que o pedido de investigação apresentado por Alexandre de Moraes contra André Mendonça tramite em procedimento separado do Inquérito 4.781, conhecido como inquérito das fake news. Fachin também assumiu a relatoria do novo procedimento.
A decisão altera o caminho inicialmente adotado por Moraes, que havia apresentado a representação dentro do inquérito das fake news, do qual é relator. A medida ocorre em meio à escalada das divergências internas na Corte e às discussões sobre a condução de procedimentos relacionados ao caso Banco Master.
Com a determinação, o pedido passa a seguir rito próprio. Antes de qualquer decisão sobre o prosseguimento das apurações, deverão ser considerados os esclarecimentos da Procuradoria-Geral da República (PGR) e do próprio ministro André Mendonça.

A decisão de Fachin também retira o caso de um inquérito cuja abrangência e forma de tramitação são objeto de discussões jurídicas há anos. A mudança, no entanto, não representa conclusão sobre o mérito das acusações apresentadas por Moraes contra Mendonça.
Segundo avaliações atribuídas a integrantes do Judiciário, a opção por um procedimento separado pode contribuir para que a representação seja examinada dentro dos canais processuais específicos, sem vinculá-la automaticamente ao inquérito das fake news.
Críticos da condução anterior defendem que a mudança amplia a análise sobre os fundamentos apresentados por Moraes. Essa interpretação, porém, não significa que Fachin tenha considerado procedentes as acusações ou determinado a abertura de uma investigação contra Mendonça.
Os aliados de Moraes, por sua vez, sustentam que a representação foi apresentada com o objetivo de apurar fatos que, na avaliação do ministro, merecem análise pelas instâncias competentes. A defesa de Mendonça poderá apresentar sua própria versão e contestar os argumentos apresentados no pedido.

O episódio amplia o debate sobre os limites da atuação dos ministros dentro do próprio Supremo, especialmente quando uma representação envolve diretamente dois integrantes da Corte.
Agora, o procedimento passa a ficar sob a condução de Fachin. A análise dos documentos, das manifestações das partes e da posição da PGR deverá definir os próximos passos do caso e indicar se haverá novas medidas ou se a representação será encerrada.
A decisão cria uma nova dinâmica para o conflito entre Moraes e Mendonça e mantém o STF diante de uma questão institucional sensível: como analisar uma acusação feita por um ministro contra outro sem comprometer as garantias processuais e a independência da própria Corte.

www.msagoraurgentenews.com.br




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