• Campo Grande, 05/09/2026
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“CARECA DO INSS” PEDE À JUSTIÇA ELEITORAL PARA VOTAR DENTRO DA PAPUDA DURANTE AS ELEIÇÕES.

Antônio Carlos Camilo Antunes, preso preventivamente, solicitou o direito de votar em uma seção eleitoral especial dentro do complexo penitenciário, conforme as regras destinadas a presos provisórios.


“CARECA DO INSS” PEDE À JUSTIÇA ELEITORAL PARA VOTAR DENTRO DA PAPUDA DURANTE AS ELEIÇÕES. Foto: Agência Senado

“CARECA DO INSS” PEDE PARA VOTAR NA PAPUDA DURANTE PRISÃO PREVENTIVA.

O empresário Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”, solicitou oficialmente à Justiça Eleitoral o direito de votar nas próximas eleições diretamente do Complexo Penitenciário da Papuda, em Brasília. O pedido busca garantir sua participação no processo eleitoral mesmo enquanto permanece preso preventivamente.
A solicitação ocorreu após policiais penais entregarem formulários de recadastramento eleitoral na unidade onde o empresário e seu filho, Romeu, estão detidos. Inicialmente, ambos teriam assinado os documentos acreditando se tratar de um procedimento administrativo do presídio.
Após consultarem os advogados, os dois decidiram manter o pedido, já que as prisões preventivas continuam em vigor. A defesa passou a acompanhar o procedimento para assegurar a eventual transferência temporária da seção eleitoral para dentro da unidade.

A direção da Papuda encaminhou ao Tribunal Regional Eleitoral do Distrito Federal (TRE-DF) a relação dos presos provisórios interessados em votar, incluindo Antônio Carlos Camilo. Caberá à Justiça Eleitoral organizar a estrutura necessária para a votação.
Caso autorizado, o empresário poderá votar em uma urna eletrônica instalada em seção eleitoral especial dentro do Centro de Detenção Provisória, seguindo as regras destinadas a presos provisórios que mantêm os direitos políticos.
A legislação brasileira permite que pessoas presas sem condenação definitiva exerçam o direito ao voto, justamente porque ainda não possuem sentença judicial definitiva que suspenda seus direitos políticos.
O “Careca do INSS” ganhou notoriedade após ser apontado pela Polícia Federal como um dos principais investigados em um esquema envolvendo descontos considerados fraudulentos em benefícios de aposentados e pensionistas.

Segundo as investigações, Antônio Carlos Camilo teria atuado como operador financeiro e lobista, diante de suspeitas relacionadas a crimes como corrupção e lavagem de dinheiro. A defesa nega irregularidades e acompanha o processo.
O pedido para votar dentro da Papuda reacende o debate sobre os direitos políticos de presos provisórios e sobre a aplicação das regras eleitorais a pessoas que ainda respondem a processos na Justiça.
Mesmo preso preventivamente, o empresário busca assegurar sua participação nas eleições. Agora, caberá à Justiça Eleitoral definir os procedimentos e verificar se estão preenchidos os requisitos para que ele exerça o direito ao voto dentro do sistema penitenciário.

www.msagoraurgentenews.com.br




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