FACHIN ADIA JULGAMENTO DE MENDONÇA APÓS STF MERGULHAR EM CRISE SOBRE CASO MASTER
Edson Fachin adia julgamento marcado para 23 de setembro após questionamento de Gilmar Mendes sobre a condução e a relatoria de processos ligados ao Banco Master.
Foto: STF FACHIN ADIA JULGAMENTO SOBRE MENDONÇA APÓS QUESTIONAMENTOS DE GILMAR NO CASO BANCO MASTER.
Decisão suspende análise prevista para 23 de setembro e deixa em aberto a continuidade do processo enquanto o STF avalia questões sobre relatoria e tramitação das investigações.
O presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, adiou o julgamento previsto para 23 de setembro que envolve o ministro André Mendonça e questões relacionadas à condução do caso Banco Master.
A decisão ocorreu após uma questão de ordem apresentada pelo decano Gilmar Mendes durante o julgamento que analisava a possibilidade de abertura de investigação envolvendo o ministro Alexandre de Moraes. Essa análise também está suspensa após pedido de vista apresentado pelo ministro Flávio Dino.
Segundo Fachin, os temas levantados por Gilmar Mendes possuem relação direta com o processo envolvendo Mendonça, inclusive no que diz respeito à regularidade da relatoria. Por esse motivo, o presidente do STF considerou necessário aguardar uma manifestação do Plenário antes de dar continuidade ao caso.
Entre os pontos apresentados por Gilmar está a proposta de identificar formalmente, nos autos relacionados ao Banco Master, os magistrados mencionados em supostos indícios de recebimento de valores indevidos.
O decano também defendeu a abertura de prazo para que o procurador-geral da República e os ministros citados nos autos possam apresentar suas respectivas manifestações.
A questão levantada por Gilmar acrescentou uma nova etapa à discussão sobre a forma como os processos relacionados ao Banco Master vêm sendo conduzidos dentro do Supremo.
Com o adiamento, a análise do caso envolvendo André Mendonça permanece temporariamente suspensa. A continuidade do procedimento dependerá da definição do Plenário sobre os questionamentos relacionados à tramitação e à relatoria.
O episódio acrescenta mais um capítulo às divergências internas do STF em torno das investigações envolvendo o Banco Master e autoridades mencionadas nos procedimentos.
Agora, os ministros terão de definir os parâmetros para o prosseguimento das apurações e para a análise do caso de Mendonça, antes que o julgamento inicialmente previsto para 23 de setembro possa ser retomado.
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