• Campo Grande, 20/09/2026
  • A +
  • A -
Publicidade

FESTEJADA PELA ESQUERDA, REDUÇÃO DA SELIC PARA 13,75% MANTÉM BRASIL NO TOPO DOS JUROS REAIS DO MUNDO

Após cinco reduções seguidas, taxa básica chega a 13,75% ao ano, enquanto juros reais de 8,45% mantêm o Brasil entre os países com maior custo financeiro e pressionam o crédito.


FESTEJADA PELA ESQUERDA, REDUÇÃO DA SELIC PARA 13,75% MANTÉM BRASIL NO TOPO DOS JUROS REAIS DO MUNDO Foto: Divulgação

Selic cai para 13,75%, mas juros reais de 8,45% mantêm Brasil entre os maiores do mundo.

A redução da taxa Selic para 13,75% ao ano foi comemorada por integrantes do governo e setores da esquerda, mas o cenário dos juros ainda representa um desafio importante para a economia brasileira. Mesmo com o quinto corte consecutivo promovido pelo Comitê de Política Monetária (Copom), o país continua entre aqueles que apresentam as maiores taxas de juros reais no cenário internacional.

Dados compilados por consultorias financeiras apontam que a taxa real brasileira alcançou 8,45% ao ano, considerando a diferença entre os juros nominais e a inflação projetada. Com esse resultado, o Brasil permanece no topo do ranking internacional, à frente de países como Rússia, com 6,79%, Colômbia, com 6,33%, e Turquia, com 6,25%.
A redução da Selic sinaliza uma alteração na trajetória da política monetária, mas o nível dos juros continua elevado. Para consumidores e empresas, a queda da taxa básica não representa necessariamente uma redução na mesma proporção das taxas cobradas em empréstimos, financiamentos e demais operações de crédito.

O cenário também aumenta a pressão sobre o governo e o Banco Central, atualmente comandado por Gabriel Galípolo. Parte do mercado espera que novos cortes possam ocorrer caso a inflação e os demais indicadores econômicos permitam, mas a velocidade desse processo dependerá das avaliações feitas pelo Copom a cada reunião.
Críticos da política econômica apontam a situação fiscal como um dos principais pontos de preocupação. O crescimento das despesas públicas e as dúvidas sobre o cumprimento das metas fiscais podem aumentar a percepção de risco em relação ao país e dificultar uma redução mais acelerada dos juros.
Na avaliação desses setores, a permanência de juros reais elevados mostra que a economia brasileira ainda encontra obstáculos para alcançar um ambiente de crédito mais barato. Com o dinheiro mais caro, famílias e empresas enfrentam maiores dificuldades para contratar financiamentos, assumir novas dívidas e ampliar investimentos.
Por outro lado, integrantes do governo e seus apoiadores destacam a sequência de cortes promovida pelo Copom como um indicativo de mudança na condução da política monetária. A redução da Selic é apresentada como um processo que pode, gradualmente, melhorar as condições financeiras e contribuir para estimular a atividade econômica.

O principal debate, porém, está relacionado ao ritmo dos próximos cortes. Para avaliar a continuidade do processo de redução dos juros, o Banco Central precisa acompanhar fatores como inflação, expectativas econômicas, nível de atividade, comportamento do câmbio e evolução das contas públicas.
Apesar da sequência de reduções realizadas nas últimas reuniões do Copom, a taxa real de 8,45% mantém o Brasil entre os países com os maiores custos financeiros. O indicador evidencia o desafio de transformar a queda da Selic em uma redução efetiva do custo do crédito para consumidores e empresas.
Dessa forma, a comemoração pela nova redução da Selic precisa ser analisada dentro de um contexto econômico mais amplo. A queda da taxa básica representa uma mudança relevante, mas os juros reais ainda elevados e as incertezas fiscais mostram que o caminho até um crédito mais barato dependerá da evolução da inflação, das contas públicas e da confiança dos agentes econômicos.

www.msagoraurgentenews.com.br




COMENTÁRIOS

Buscar

Alterar Local

Anuncie Aqui

Escolha abaixo onde deseja anunciar.

Efetue o Login

Baixe o Nosso Aplicativo!

Tenha todas as novidades na palma da sua mão.