O AMOR SEGUE VENCENDO: CONTA DE LUZ E COMIDA DISPARAM E INFLAÇÃO CASTIGA FAMÍLIAS MAIS POBRES
Dados do Ipea mostram que a inflação atingiu 0,94% entre as famílias de baixa renda em setembro, acima dos 0,72% registrados no grupo com maior poder aquisitivo.
Foto: Reprodução INFLAÇÃO PESA MAIS SOBRE FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA E CHEGA A 0,94% EM SETEMBRO.
Alta nos preços atingiu todos os grupos de renda, mas custo da energia e dos alimentos pressionou principalmente o orçamento das famílias mais pobres.
A inflação avançou em setembro em todas as faixas de renda do Brasil, mas o impacto foi mais intenso entre as famílias com menor poder aquisitivo. É o que aponta levantamento do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), segundo o qual os preços subiram 0,94% nos domicílios com renda mensal inferior a R$ 2.299,82. Entre as famílias que recebem mais de R$ 22.998,22, a alta foi de 0,72%.
A conta de energia elétrica foi um dos principais fatores de pressão sobre o orçamento das famílias de baixa renda. A tarifa aumentou 8% após o encerramento do desconto concedido pelo Bônus de Itaipu. Os alimentos também contribuíram para a elevação dos gastos, especialmente a batata, que registrou encarecimento de 18,9%, além de aumentos nos preços de cereais e carnes.
Entre os domicílios de maior renda, a pressão inflacionária teve origem principalmente no setor de transportes. As passagens aéreas ficaram 9,7% mais caras em setembro, enquanto os combustíveis apresentaram alta de 1,4%.
O levantamento também mostra que, no acumulado de janeiro a setembro, a inflação chegou a 4,18% entre as famílias de menor renda, o maior índice entre os grupos analisados.
Os dados evidenciam que o avanço dos preços não afeta todas as famílias da mesma maneira. Para quem dispõe de menos recursos, aumentos nas tarifas de energia e nos alimentos comprometem uma parcela maior da renda, reduzindo ainda mais a margem disponível para outras despesas essenciais.
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