• Campo Grande, 01/11/2026
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LULA É PRESSIONADO POR ALIADOS A INDICAR SUBSTITUTO DE BARROSO NO STF ANTES DA POSSE DOS NOVOS SENADORES

Movimentações políticas tentam acelerar a indicação ao STF, com Jorge Messias e Rodrigo Pacheco entre os nomes cogitados, diante da expectativa de mudanças no Senado.


LULA É PRESSIONADO POR ALIADOS A INDICAR SUBSTITUTO DE BARROSO NO STF ANTES DA POSSE DOS NOVOS SENADORES Foto: O Globo

LULA É PRESSIONADO A ANTECIPAR ESCOLHA PARA O STF EM MEIO À DISPUTA POR APOIO NO SENADO.

Aliados querem que a indicação para a vaga de Barroso seja definida ainda em 2026, antes da posse dos novos parlamentares, enquanto Jorge Messias e Rodrigo Pacheco aparecem entre os nomes cotados.

Integrantes da base política do presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendem que ele escolha ainda em 2026 o próximo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), para ocupar a cadeira deixada por Luís Roberto Barroso. A intenção é garantir que a indicação seja analisada e aprovada pelo Senado antes da posse dos novos parlamentares, prevista para fevereiro de 2027.

A movimentação tem como principal objetivo evitar que a nova configuração da Casa complique a aprovação do indicado. Após as eleições, partidos de oposição e legendas de direita ampliaram sua presença no Senado, o que modificou o equilíbrio de forças e tornou as negociações políticas ainda mais relevantes.


Nos bastidores, aliados argumentam que o presidente precisa escolher alguém capaz de conquistar apoio além de seu próprio grupo político. A avaliação é que um nome sem respaldo suficiente poderá enfrentar obstáculos durante a sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e na votação em plenário.

Mesmo diante das pressões, Lula mantém Jorge Messias, atual advogado-geral da União, entre suas principais opções para a vaga. O nome, porém, enfrenta resistência de setores do Senado, conforme relatos publicados pela imprensa.

Nesse contexto, Rodrigo Pacheco passou a ser citado como uma possível alternativa. Ex-presidente do Senado e atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), ele mantém interlocução com diferentes lideranças políticas e parlamentares, característica considerada relevante nas articulações em torno da indicação.

O atual presidente do Senado, Davi Alcolumbre, também participa das conversas sobre a sucessão no Supremo. Sua influência nas negociações é apontada como importante, especialmente pela relação com lideranças partidárias e pelo papel que exerce na condução dos trabalhos legislativos.


A principal preocupação do governo envolve o calendário. Caso a indicação não seja aprovada até o fim da atual legislatura, Lula terá de negociar a escolha com um Senado cuja composição será diferente a partir de 2027, cenário que pode alterar as condições políticas para a votação.

Pela Constituição Federal, a indicação de ministros do STF é uma prerrogativa do presidente da República. No entanto, o escolhido precisa passar por sabatina na CCJ e receber o aval da maioria absoluta dos integrantes do Senado Federal.

A vaga foi aberta após a aposentadoria de Luís Roberto Barroso, dando início a uma nova rodada de articulações em torno da composição da mais alta Corte do país. A decisão de Lula dependerá tanto de sua avaliação sobre os possíveis nomes quanto da capacidade de construir apoio no Congresso.

As negociações devem prosseguir nas próximas semanas. Aliados do presidente defendem que a definição ocorra antes do recesso parlamentar de dezembro. Até que Lula anuncie oficialmente sua escolha e o Senado conclua o processo de aprovação, Jorge Messias e Rodrigo Pacheco seguem entre os nomes mencionados nos bastidores.

www.msagoraurgentenews.com.br




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