ALERTA SOBRE VOO DE FLÁVIO CHEGA A LULA ANTES DA DECOLAGEM: QUEM ESTAVA MONITORANDO OS PASSOS DO SENADOR?
Lauro Jardim afirma que aliados de Lula teriam recebido detalhes do voo particular de Flávio Bolsonaro para Miami antes da decolagem, levantando dúvidas sobre a origem das informações.
Foto: Divulgação ALERTA SOBRE VOO DE FLÁVIO BOLSONARO A MIAMI TERIA CHEGADO A ALIADO DE LULA ANTES DA DECOLAGEM.
Segundo Lauro Jardim, informações detalhadas sobre a viagem do senador e de sua família teriam sido repassadas a pessoas próximas ao presidente, levantando dúvidas sobre a origem dos dados e o possível monitoramento do deslocamento.
Um aviso sobre a viagem do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) para Miami teria chegado a um aliado próximo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva pouco antes da decolagem. O episódio foi relatado pelo jornalista Lauro Jardim e levanta questionamentos sobre como detalhes de um voo particular teriam sido obtidos antecipadamente por pessoas ligadas ao governo.
De acordo com a informação divulgada, o aliado recebeu uma mensagem pelo WhatsApp de um contato na Argentina. O comunicado indicava que uma aeronave Gulfstream, pertencente à empresa Baires Fly, partiria de Puerto Iguazú às 2h30, com destino aos Estados Unidos, transportando Flávio, sua esposa, Fernanda, e as duas filhas do casal.
Após receber o alerta, o interlocutor teria procurado Lula, o diretor-geral da Polícia Federal, Andrei Rodrigues, e outras autoridades para comunicar os detalhes da viagem. Como o aviso teria chegado muito próximo do horário previsto para a partida, não haveria tempo suficiente para uma reação oficial.
Diante da situação, as informações acabaram sendo repassadas ao portal argentino Infobae, conforme o relato de Lauro Jardim. A divulgação teria provocado a frustração dos planos de viagem naquela madrugada, e Flávio só teria conseguido embarcar na noite do dia seguinte.
O episódio abre espaço para questionamentos sobre a origem e a circulação de informações tão específicas a respeito de um deslocamento privado. Como os detalhes da aeronave, do horário, da rota e dos passageiros teriam chegado a um aliado do presidente antes mesmo da decolagem?
Outra questão envolve a possível existência de algum tipo de acompanhamento dos passos do senador e de seus familiares durante o planejamento da viagem. Até que a origem do alerta seja esclarecida, permanecem dúvidas sobre quem forneceu os dados e de que maneira essas informações foram obtidas.
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