VIAJAR DE AVIÃO PODE FICAR MAIS CARO: PETROBRAS AUMENTA QUEROSENE DE AVIAÇÃO EM 7,2% E PRESSIONA SETOR
Aumento de R$ 0,45 por litro passou a valer neste domingo (1º), após reajustes em setembro e outubro, elevando os custos das companhias aéreas e podendo encarecer as passagens.
Foto: Reprodução PETROBRAS ELEVA QUEROSENE DE AVIAÇÃO EM 7,2% E AUMENTA PRESSÃO SOBRE O SETOR AÉREO.
Reajuste de R$ 0,45 por litro começou a valer em novembro, após altas expressivas em setembro e outubro, e pode elevar os custos das companhias e pressionar o preço das passagens.
A Petrobras iniciou novembro com um novo aumento no preço do querosene de aviação (QAV) vendido às distribuidoras. O reajuste de 7,2%, que entrou em vigor neste domingo (1º), representa um acréscimo de R$ 0,45 por litro e eleva os custos de um dos principais insumos utilizados pelas companhias aéreas que operam no país.
A nova alta ocorre após uma sequência de reajustes registrados nos últimos meses. Em outubro, o combustível teve aumento de aproximadamente 12% em algumas das principais bases de distribuição brasileiras. Em setembro, a elevação média havia sido de cerca de 13,9%, consolidando uma trajetória de encarecimento que vem pressionando o setor.
Com mais esse reajuste, as empresas de aviação terão de lidar com custos operacionais ainda maiores. O querosene representa uma parcela expressiva das despesas das companhias aéreas, o que faz com que qualquer variação no preço do produto tenha impacto direto no planejamento financeiro e na organização das operações.
Os efeitos também podem ser sentidos pelos passageiros. Embora o encarecimento do combustível não provoque necessariamente um aumento imediato nas tarifas, as empresas podem tentar compensar as despesas adicionais por meio de reajustes nas passagens, alterações na oferta de voos ou mudanças nas estratégias comerciais.
A sucessão de aumentos em setembro, outubro e novembro chama atenção pela proximidade entre as medidas. Em apenas três meses, o setor aéreo enfrentou novas elevações no preço de seu principal combustível, ampliando a pressão financeira sobre as companhias e criando possíveis reflexos para os consumidores.
O reajuste anunciado pela Petrobras também reacende a discussão sobre o custo do transporte aéreo no Brasil e seus efeitos sobre a economia. Com o combustível mais caro, as viagens podem pesar ainda mais no orçamento dos brasileiros, especialmente para famílias que já enfrentam dificuldades para arcar com os valores das passagens.
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