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Campo Grande,16/04/2026

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Silêncio e retaliação: prefeitura ignora questionamentos e usa canais oficiais para atacar imprensa

Gestão municipal optou por não responder à redação antes de denúncia sobre a Sesau, mas utilizou estrutura pública para desqualificar o trabalho jornalístico após a repercussão do caso


Silêncio e retaliação: prefeitura ignora questionamentos e usa canais oficiais para atacar imprensa Berlim Caldeirão

A transparência, base fundamental de qualquer gestão pública íntegra, parece ter sido substituída pela estratégia do silêncio e do confronto sob a administração de Adriane Lopes (PP) em Campo Grande. Após a imprensa divulgar reportagem apontando denúncias sobre o suposto direcionamento de equipes da Sesau para um evento religioso privado, a prefeitura optou por um caminho questionável: ignorar os pedidos da imprensa e, posteriormente, utilizar a estrutura pública para tentar descredibilizar o trabalho jornalístico.


O processo jornalístico exige responsabilidade, e a reportagem seguiu esse princípio. Antes de tornar pública a denúncia sobre o possível uso de recursos e profissionais da saúde no fim de semana dos dias 4 e 5 de abril, a equipe buscou diversas vezes contato com a assessoria da gestão municipal. O objetivo era claro: garantir espaço para o contraditório e ouvir a versão do Executivo. No entanto, a prefeitura não se manifestou.


Somente após a ampla repercussão da matéria e o aumento da pressão pública, a administração decidiu se posicionar. Em vez de encaminhar uma nota oficial à redação — procedimento comum em ambientes democráticos —, optou por publicar uma “nota de repúdio” em seus próprios canais institucionais. No conteúdo, além de apresentar tardiamente um documento que negava o pedido feito pela igreja, a gestão classificou o trabalho do portal como “irresponsável” e “abusivo”, chegando a acusar o veículo de utilizar “mentiras”.


A situação levanta um ponto relevante: se a Prefeitura possuía um documento datado de 16 de março indeferindo a solicitação, por que não o apresentou quando foi procurada oficialmente antes da publicação?


Transferir a responsabilidade à imprensa após ignorar os pedidos de esclarecimento pode ser interpretado como uma tentativa de intimidação institucional. O jornalismo exerce um papel essencial de fiscalização do poder público, acolhendo denúncias da população e trazendo à tona temas de interesse coletivo, especialmente em áreas sensíveis como a saúde pública.


A reportagem, mantendo seu compromisso com a transparência, atualizou prontamente o conteúdo original para incluir o posicionamento posterior da Prefeitura, garantindo ao leitor acesso a todas as versões. Ainda assim, não se pode admitir que o silêncio estratégico de agentes públicos seja utilizado como justificativa para ataques ao trabalho jornalístico.


A imprensa continuará exercendo seu papel de questionar. Sempre que houver suspeitas de uso indevido de recursos públicos, haverá profissionais dispostos a investigar. Resta saber se, nas próximas ocasiões, a gestão municipal responderá de forma ágil e transparente ou se seguirá priorizando manifestações unilaterais em seus próprios canais.


Fonte: www.topmidianews.com.br




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