Dono de construtora tinha R$ 233 mil em espécie e ex-secretário, R$ 186 mil
A Operação “Buracos Sem Fim”, conduzida pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul, aponta a existência de um suposto esquema estruturado de fraudes em contratos de manutenção viária e tapa-buracos em Campo Grande entre 2018 e 2025.
Segundo o MPMS, durante o cumprimento dos mandados de busca e apreensão foram encontrados cerca de R$ 429 mil em dinheiro vivo. Parte do valor, aproximadamente R$ 233 mil, teria sido localizada na residência de um dos empresários ligados à Construtora Rial Ltda, empresa investigada no caso.
As investigações afirmam que a organização criminosa atuaria manipulando medições de serviços de tapa-buracos para liberar pagamentos indevidos da prefeitura. O Ministério Público sustenta que parte dos serviços pagos não corresponderia ao efetivamente executado nas ruas da cidade.
Entre os presos preventivamente estão:
Rudi Fiorese
Edivaldo Aquino Pereira
Mehdi Talayeh
Além de empresários ligados à Rial e outros servidores investigados.
O MPMS afirma que a construtora recebeu aproximadamente R$ 113,7 milhões da prefeitura entre 2018 e 2025 em contratos relacionados principalmente à manutenção asfáltica.
O caso também possui conexão com a Operação “Cascalhos de Areia”, deflagrada anteriormente para investigar supostos desvios em contratos de manutenção de vias não pavimentadas durante gestões municipais anteriores. Segundo a denúncia do Ministério Público, Rudi Fiorese já havia sido citado naquela investigação relacionada ao empresário André Luiz dos Santos.
Após a nova operação, servidores investigados foram exonerados de cargos públicos e as prisões preventivas foram mantidas pela Justiça estadual enquanto o caso segue em apuração.
(matéria editada para correções. O dinheiro apreendido não estava com Aquino)
Fonte: www.ojacare.com.br





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