TCU INVESTIGA CONFISCO DE R$ 5,7 BI DO DINHEIRO ESQUECIDO DOS BRASILEIROS PARA O “DESENROLA” DE LULA
Auditoria do Tribunal de Contas da União apura destinação de recursos do Sistema de Valores a Receber para garantias do programa Desenrola Brasil e avalia a conformidade da operação com as normas fiscais e orçamentárias.
Por Gracieli W A Santos
12/06/2026 - 18h07
Foto: Flickr O Tribunal de Contas da União instaurou auditoria para analisar a utilização de aproximadamente R$ 5,7 bilhões provenientes do Sistema de Valores a Receber (SVR), plataforma do Banco Central do Brasil que reúne recursos esquecidos por pessoas físicas e jurídicas em instituições financeiras. Os valores foram direcionados ao Fundo de Garantia de Operações (FGO), utilizado como mecanismo de garantia do programa Desenrola Brasil.
Segundo informações divulgadas por órgãos oficiais, os recursos foram transferidos pelas instituições financeiras ao fundo até maio de 2026. O montante está relacionado a valores não reclamados por titulares, incluindo saldos residuais, tarifas cobradas indevidamente e recursos mantidos em contas inativas.
A auditoria busca verificar se os procedimentos adotados respeitaram as normas legais, contábeis e orçamentárias aplicáveis. Entre os pontos analisados estão o tratamento financeiro dos recursos, a destinação ao fundo garantidor e a conformidade da operação com a legislação vigente.
O governo federal sustenta que os titulares dos valores mantêm o direito de solicitar o resgate dos recursos por meio dos canais disponibilizados pelo Banco Central. De acordo com essa interpretação, a utilização dos valores como garantia do programa não elimina o direito de propriedade nem impede futuras restituições aos beneficiários legítimos.
Por outro lado, parlamentares da oposição, entidades e alguns especialistas têm questionado a operação. As críticas concentram-se principalmente na forma como os recursos foram incorporados ao fundo e nos possíveis impactos fiscais e orçamentários da medida. Também há debates sobre o grau de transparência do processo e sobre a necessidade de maior discussão legislativa acerca do destino dos valores não resgatados.
A controvérsia ganhou relevância por envolver recursos vinculados a milhões de pessoas físicas e empresas cadastradas no Sistema de Valores a Receber. Enquanto a auditoria do TCU estiver em andamento, o órgão deverá avaliar se a operação observou os princípios de legalidade, transparência e responsabilidade fiscal previstos na administração pública.
O caso ocorre em meio a discussões mais amplas sobre a gestão fiscal do governo federal, o financiamento de programas públicos e o tratamento dado a recursos financeiros que permanecem sem resgate por seus titulares.
Fonte: diario360.com.br
Reprodução: www.msagoraurgentenews.com.br




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