EM MEIO A PRESSÕES, ANDRÉ MENDONÇA LUTA PARA IMPEDIR O ABAFAMENTO DAS APURAÇÕES CONTRA LULINHA
Ministro do STF determina preservação e envio integral das provas e busca evitar mudanças na equipe investigativa sem autorização, em meio à disputa sobre os rumos das apurações envolvendo Lulinha.
Foto: Divulgação O ministro André Mendonça tem adotado uma postura firme na condução das investigações sobre possíveis crimes de tráfico de influência envolvendo Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha. Em meio a questionamentos sobre procedimentos adotados pela Polícia Federal e à pressão de diferentes setores, Mendonça determinou medidas para preservar a integridade dos elementos reunidos durante as apurações.
Entre as providências está a determinação para que as provas sejam encaminhadas de forma indexada ao Supremo Tribunal Federal (STF), além da exigência de autorização prévia para mudanças na equipe responsável pelas investigações. A medida ocorre após a substituição de três delegados sem conhecimento prévio do ministro, além de questionamentos sobre atrasos e divulgação seletiva de informações.
A atuação de Mendonça é defendida como parte de suas atribuições como relator, com o objetivo de garantir que os procedimentos investigativos sejam conduzidos de maneira regular e que eventuais interferências administrativas não prejudiquem a análise das suspeitas.
Paralelamente, a Polícia Federal recorreu à Advocacia-Geral da União (AGU) para questionar a atuação do ministro, enquanto o procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu o declínio de competência após os inquéritos serem distribuídos a Mendonça. O caso permanece sob análise do STF, envolvendo suspeitas relacionadas a contratos e possíveis relações de influência no Executivo.
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