TRANSAÇÕES DE EMPRESA DO “CARECA DO INSS” MOVIMENTARAM R$ 6,1 MILHÕES; PF INVESTIGA PARTICIPAÇÃO DE LOBISTA
Relatório do Coaf identificou movimentações financeiras da World Cannabis que chamaram a atenção dos investigadores, incluindo tentativa de transferência internacional para uma empresa em Madri durante o período de mudança de Lulinha para a Espanha.
Foto: Divulgação Relatório do Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) apontou movimentações financeiras envolvendo a empresa Camilo Comércio e Serviços, que utiliza o nome fantasia World Cannabis e pertence a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”.
Segundo as informações divulgadas, a empresa movimentou aproximadamente R$ 6,1 milhões entre 2023 e 2025, em operações que chamaram a atenção dos investigadores por serem consideradas incompatíveis com os valores declarados pela companhia.
O relatório também menciona Roberta Luchsinger, citada como próxima de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, no contexto das transações analisadas pelo órgão.
Entre as operações registradas está uma tentativa de transferência internacional de aproximadamente 70 mil euros, valor equivalente a cerca de R$ 451 mil na época, para uma empresa localizada em Madri, na Espanha.
A operação ocorreu no período em que Lulinha estava consolidando sua mudança para o país europeu. A coincidência temporal e geográfica entrou na análise dos investigadores.
O Coaf também identificou movimentações envolvendo empresas relacionadas ao “Careca do INSS”, incluindo repasses que levantaram questionamentos sobre a origem e a justificativa econômica dos valores.
A Polícia Federal apura se a estrutura financeira da World Cannabis teve alguma relação com recursos provenientes do esquema investigado envolvendo descontos indevidos em benefícios do INSS.
O caso passou a ser acompanhado após a identificação de transações consideradas fora do padrão financeiro esperado para a empresa, segundo o relatório citado.
As investigações permanecem em andamento, e a simples menção de nomes em um relatório não significa, por si só, participação em qualquer irregularidade.
As defesas dos envolvidos negaram qualquer participação ilícita e afirmaram que as relações e operações mencionadas possuem justificativas legais.
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