QUEDA DE QUASE 8% NO PIB DO AGRO: O PREÇO DA GESTÃO LULA QUE DIFICULTA A VIDA DE QUEM PRODUZ
PIB do agronegócio recuou no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Cepea/Esalq-USP e da CNA, em um cenário marcado pela queda dos preços e pela redução da participação do setor na economia brasileira.
Foto: Divulgação PIB do agronegócio recua no primeiro trimestre de 2026 e reduz participação na economia.
O PIB do agronegócio brasileiro registrou queda de 2,01% no primeiro trimestre de 2026, segundo dados do Cepea/Esalq-USP em parceria com a CNA. A estimativa aponta que o setor movimentou cerca de R$ 3,13 trilhões no período, enquanto sua participação no PIB nacional caiu de 25,2% para 22,8%.
O recuo foi provocado principalmente pela redução dos preços, que superou os ganhos registrados na produção em todos os segmentos analisados. Entre os setores que apresentaram retração estão o segmento primário, com queda de 4,15%, além de insumos, agrosserviços e agroindústria.
O resultado representa uma mudança importante para um dos principais setores da economia brasileira, responsável por parcela significativa das exportações e da geração de atividade econômica no país.
Segundo análises críticas ao governo federal, o desempenho estaria relacionado também ao ambiente econômico e regulatório enfrentado pelo setor. Entre os fatores apontados estão políticas ambientais consideradas restritivas, insegurança jurídica no campo, aumento de custos associados a impostos e burocracia e medidas que, na avaliação de representantes do agronegócio, dificultam novos investimentos.
Críticos da administração Luiz Inácio Lula da Silva também afirmam que declarações e políticas consideradas desfavoráveis ao setor podem prejudicar a confiança dos produtores e investidores, afetando a competitividade brasileira no mercado internacional.
O agronegócio, historicamente um dos pilares da economia nacional, continua tendo papel relevante na produção de alimentos, na geração de empregos e nas exportações brasileiras. A evolução dos preços, dos custos de produção e das condições econômicas será determinante para o desempenho do setor ao longo de 2026.
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