• Campo Grande, 06/09/2026
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GOVERNO DA VENEZUELA LIBERTA BISPO ANGLICANO APÓS CINCO ANOS DE PRISÃO SOB REGIME DE MADURO

Jylman Red Jurado Farfán foi libertado após mais de cinco anos detido sob acusações de terrorismo, conspiração e associação criminosa; religioso relatou agressões e tortura durante o período de cárcere.


GOVERNO DA VENEZUELA LIBERTA BISPO ANGLICANO APÓS CINCO ANOS DE PRISÃO SOB REGIME DE MADURO Foto: Reprodução

Bispo anglicano é libertado após mais de cinco anos preso na Venezuela.

O bispo anglicano independente Jylman Red Jurado Farfán foi libertado do complexo penitenciário de Rodeo III, na Venezuela, após passar mais de cinco anos detido sob acusações de associação criminosa, conspiração e terrorismo. A libertação ocorreu durante uma operação que resultou na soltura de dezenas de presos políticos, segundo informações divulgadas pela Christian Solidarity Worldwide (CSW).

Farfán atua na Arquidiocese da Venezuela do Espírito Santo, ligada à Igreja Anglicana Latino-Americana independente, com sede em Caracas. A libertação foi confirmada por Jesus Marcano, coordenador do Foro Penal, entidade que acompanha casos de presos políticos no país. As autoridades anunciaram inicialmente a libertação de 131 pessoas, enquanto organizações civis passaram a confirmar as identidades dos beneficiados junto aos familiares.

Após deixar a prisão, Farfán agradeceu o apoio recebido durante os cinco anos e quinze dias de confinamento e atribuiu a libertação à sua fé. O religioso também relatou ter sofrido graves agressões físicas durante a detenção, incluindo violência com eletricidade e mutilações. Segundo seus relatos, teve as unhas dos pés arrancadas e sofreu queimadura no peito provocada por descarga elétrica.


O estado de saúde do bispo também teria se deteriorado durante o período de cárcere. Em junho de 2026, foram registrados diagnósticos de pneumonia atípica, hemorragias no sistema digestivo e neurite intercostal.

O processo contra Farfán começou em 30 de julho de 2021, após uma convocação que, segundo informações divulgadas sobre o caso, teria ocorrido sob falsos pretextos. Ele foi posteriormente acusado de crimes relacionados a terrorismo e associação criminosa. Os autos permaneceram sob sigilo por cerca de dez meses, e o julgamento foi suspenso após quase dois anos de audiências, diante da ausência de evidências substanciais apresentadas pela acusação, conforme relatos divulgados pela CSW.

A diretora de advocacia da CSW, Anna Lee Stangl, condenou a prisão, os relatos de tortura e as condições de atendimento médico enfrentadas pelo religioso. O caso ocorre em meio a denúncias de perseguição política e religiosa na Venezuela, incluindo restrições enfrentadas por comunidades cristãs e missionários.

A libertação de Farfán voltou a chamar atenção internacional para a situação dos presos políticos venezuelanos e para as denúncias de violações de direitos humanos no país.

www.msagoraurgentenews.com.br




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