“FALA TUDO NA FRENTE DA MULHER”: O ALERTA DE ROBERTA LUCHSINGER A LULINHA.
Mensagens anexadas a inquérito da Polícia Federal mostram preocupação de Fábio Luís Lula da Silva e Roberta Luchsinger com a possível exposição de negócios e relações do grupo ligado a Fernando Bittar.
Foto: Reprodução BOMBA NO CASO LULINHA: mensagens da PF revelam temor de exposição sobre suposta “sociedade informal”
Mensagens anexadas a um inquérito da Polícia Federal revelam a preocupação de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, e da lobista Roberta Luchsinger com a namorada de Fernando Bittar, sócio do filho do presidente. Os três são investigados por suspeita de tráfico de influência no governo Lula.
Segundo a Polícia Federal, Lulinha, Roberta e Bittar mantinham uma espécie de sociedade informal e oculta que teria como objetivo intermediar interesses privados junto a órgãos públicos. O temor do grupo teria aumentado após Bittar iniciar um novo relacionamento, já que a namorada havia ocupado cargos de alto escalão durante o governo de Jair Bolsonaro.
Em uma conversa de 23 de fevereiro de 2024, Roberta escreveu a Lulinha: “Fefê tá dominado. Tá enfeitiçado. E fala agora tudo na frente da mulher”. O filho do presidente respondeu: “Vai sobrar pra gente”. Na sequência, a lobista relatou que havia se encontrado com o casal na noite anterior e afirmou que Bittar e a namorada “continuam pedindo emprego para ela”.
Lulinha perguntou se os dois haviam falado sobre negócios. Roberta respondeu que desviou do assunto, mas afirmou que a mulher “já sabe quem é quem”. Diante da situação, o filho do presidente reagiu: “P. merda. Ele é muito burro”.
Outras conversas incluídas no inquérito mostram que Lulinha e Roberta também demonstravam insatisfação com atitudes de Fernando Bittar e com o uso de seu nome por Kalim Bittar, irmão do sócio, em tentativas de fechar novos negócios sem autorização.
A namorada de Fernando Bittar, que atualmente administra uma página de viagens para a Europa, trabalhou como assessora especial da Presidência e ocupou funções comissionadas no Ministério dos Direitos Humanos durante a gestão Bolsonaro.
Segundo os elementos reunidos pela PF, a preocupação do grupo estava relacionada à possibilidade de que a nova relação de Bittar expusesse informações sobre a atuação dessa suposta “sociedade informal” e sobre os contatos mantidos para intermediar interesses privados junto ao poder público.
As mensagens agora integram o conjunto de elementos analisados pela Polícia Federal na investigação. As suspeitas ainda dependem da análise das demais provas e não representam, por si só, conclusão definitiva sobre eventual prática criminosa pelos envolvidos.
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