• Campo Grande, 21/09/2026
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BANCO MASTER PAGOU R$ 33 MILHÕES A ADVOGADA CITADA PELA PF COMO SUPOSTA “SÓCIA” DE GILMAR MENDES

Documentos atribuídos à PF registram R$ 33 milhões pagos pelo Banco Master ao escritório de Dalide Barbosa Alves Corrêa em 2024, enquanto mensagens internas a apontam como suposta “sócia” de Gilmar Mendes e “ponte direta com o STF”


BANCO MASTER PAGOU R$ 33 MILHÕES A ADVOGADA CITADA PELA PF COMO SUPOSTA “SÓCIA” DE GILMAR MENDES Foto: Reprodução

DOCUMENTOS ATRIBUÍDOS À PF APONTAM R$ 33 MILHÕES PAGOS PELO BANCO MASTER A ESCRITÓRIO DE ADVOGADA.

Documentos atribuídos à Polícia Federal colocam sob análise uma relação financeira envolvendo o Banco Master e o escritório da advogada Dalide Barbosa Alves Corrêa. Segundo informações divulgadas sobre o caso, o escritório teria recebido R$ 33 milhões da instituição financeira ao longo de 2024.

O valor chama atenção não apenas pela dimensão, mas também pelo conteúdo de mensagens internas atribuídas a executivos do banco. Nas conversas, Dalide teria sido mencionada como uma suposta “sócia” do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de ser descrita como um “canal direto com o STF”.

As referências levantam questionamentos sobre a natureza da relação entre a advogada, o banco e integrantes do Judiciário, especialmente diante dos valores envolvidos. Até o momento, porém, as informações apresentadas não indicam que a Polícia Federal tenha concluído pela ilegalidade dos contratos, e o nome de Gilmar Mendes não aparece nas mensagens citadas como participante das tratativas.


A combinação entre pagamentos milionários e referências internas a uma suposta proximidade com o Supremo passou a exigir esclarecimentos sobre os contratos firmados. Entre os pontos que precisam ser esclarecidos estão quais serviços foram efetivamente prestados, quem autorizou os pagamentos e qual era a finalidade das contratações.

O caso também reacende a discussão sobre transparência nas relações entre instituições financeiras, escritórios de advocacia e pessoas próximas às mais altas esferas do Judiciário. Quando valores dessa magnitude aparecem associados a menções sobre acesso institucional, aumenta a necessidade de verificar se existiam apenas relações profissionais legítimas ou outras circunstâncias que possam configurar conflito de interesses.

A investigação deverá analisar os documentos, contratos, registros financeiros e mensagens em conjunto, evitando conclusões antecipadas. Caso os pagamentos correspondam integralmente a serviços jurídicos regularmente prestados, a documentação poderá esclarecer a origem e a finalidade dos valores.

Por outro lado, se surgirem elementos que indiquem eventual utilização de recursos para obtenção de influência, acesso privilegiado ou qualquer vantagem indevida, caberá às autoridades investigar as circunstâncias e identificar eventuais responsabilidades.


Os dados disponíveis, por si só, não permitem afirmar que Gilmar Mendes tenha cometido qualquer irregularidade ou que o STF tenha participado de alguma conduta ilícita. As referências presentes nas mensagens também não constituem, isoladamente, prova de ilegalidade.

O que permanece no centro da discussão são os R$ 33 milhões, o conteúdo das mensagens e a forma como a advogada foi descrita internamente por integrantes do Banco Master. O conjunto de informações deverá ser esclarecido com base em documentos e provas, especialmente para determinar a natureza dos contratos e a eventual existência de conflitos de interesse.

Em um caso que envolve valores elevados e referências às mais altas instituições do Judiciário, a transparência sobre contratos, pagamentos e relações profissionais passa a ser um dos principais pontos de atenção das investigações.

www.msagoraurgentenews.com.br




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