EM CARTA, TRUMP DIZ QUE APOIA O SISTEMA ELEITORAL BRASILEIRO, MAS PEDE SANÇÕES CONTRA MORAES, CV E PCC
Em resposta a 31 democratas, Departamento de Estado dos EUA defende eleições livres no Brasil e mantém pressão contra Moraes e facções criminosas.
Foto: Divulgação TRUMP REAFIRMA APOIO A ELEIÇÕES LIVRES NO BRASIL E DEFENDE MEDIDAS CONTRA MORAES E FACÇÕES.
Carta enviada a 31 congressistas democratas mantém posição dos EUA sobre sanções ao ministro do STF e ações contra o PCC e o Comando Vermelho.
O governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou, em carta encaminhada a parlamentares norte-americanos, apoiar o direito dos brasileiros de participar de eleições livres e justas. No mesmo documento, a administração defendeu medidas adotadas anteriormente contra o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de ações de combate ao Primeiro Comando da Capital (PCC) e ao Comando Vermelho (CV).
Assinada pelo Departamento de Estado em 15 de outubro de 2026, a correspondência respondeu a questionamentos apresentados por 31 congressistas do Partido Democrata sobre a atuação de Washington em relação ao Brasil durante o período eleitoral.
Na carta, a diplomacia norte-americana afirmou respeitar a escolha dos representantes brasileiros por meio do voto e declarou que pretende manter relações diplomáticas com o governo que resultar das eleições no país.
Apesar dessa manifestação, o Departamento de Estado reiterou os argumentos utilizados para justificar as sanções impostas a Alexandre de Moraes em julho de 2025, com base na Lei Global Magnitsky. Na ocasião, o governo Trump alegou abuso de autoridade, prisões preventivas consideradas injustas e restrições à liberdade de expressão. Essas justificativas refletem a posição da administração norte-americana, não constituindo, por si só, conclusões judiciais no Brasil.
Moraes e sua esposa, no entanto, foram retirados da lista de sancionados em dezembro de 2025. Assim, a carta retoma a defesa das medidas anteriores, mas não significa necessariamente a aplicação de novas sanções ao ministro.
O documento também aborda o combate ao crime organizado e defende medidas contra o PCC e o Comando Vermelho. Segundo a posição apresentada pelos Estados Unidos, as duas facções representam ameaças à segurança regional e mantêm atividades que ultrapassam as fronteiras brasileiras.
A administração Trump citou redes criminosas internacionais e episódios de violência contra civis e agentes de segurança como argumentos para justificar uma atuação mais rigorosa contra essas organizações.
A manifestação ocorre durante o segundo turno das eleições presidenciais brasileiras, em meio às discussões sobre as relações entre Brasília e Washington. Ao responder aos parlamentares democratas, o governo norte-americano procurou esclarecer sua posição sobre o processo eleitoral brasileiro, as medidas relacionadas a Moraes e o enfrentamento às facções criminosas.
A carta reafirma o apoio declarado dos Estados Unidos a eleições livres e justas no Brasil e a defesa de medidas contra o ministro e as organizações criminosas. O conteúdo, contudo, não deve ser interpretado automaticamente como anúncio de novas sanções ou de uma classificação formal das facções.
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