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PUTIN AFIRMA QUE RÚSSIA ESTÁ PREPARADA PARA UMA GUERRA COM A EUROPA, MAS DIZ NÃO DESEJAR CONFRONTO

Putin alertou que um agravamento do conflito militar não beneficiaria nenhum dos lados e criticou eventuais medidas para limitar a navegação no Mar Báltico.


PUTIN AFIRMA QUE RÚSSIA ESTÁ PREPARADA PARA UMA GUERRA COM A EUROPA, MAS DIZ NÃO DESEJAR CONFRONTO Foto: Divulgação

PUTIN AFIRMA QUE RÚSSIA ESTÁ PREPARADA PARA GUERRA COM A EUROPA E ALERTA PARA RISCOS DE ESCALADA MILITAR.

Presidente russo diz não desejar um confronto direto, mas adverte que Moscou está pronta para reagir a uma eventual ofensiva ocidental e critica possíveis restrições à navegação no Mar Báltico.

O presidente da Rússia, Vladimir Putin, declarou nesta quinta-feira (29) que o país está preparado para uma eventual guerra contra a Europa, caso as potências ocidentais decidam iniciar um confronto militar direto. A manifestação eleva a tensão entre Moscou e os governos europeus, em meio à continuidade da guerra na Ucrânia e às divergências envolvendo a Organização do Tratado do Atlântico Norte (OTAN).

Em conversa com jornalistas, Putin afirmou que a Rússia não pretende entrar em guerra com os países europeus, mas deixou claro que está pronta para enfrentar essa possibilidade. O líder também advertiu sobre as consequências de uma escalada militar e ressaltou que um conflito dessa dimensão não produziria vencedores. “Não haverá vencedores de maneira alguma. Que ninguém se esqueça disso”, declarou.

Putin também criticou as iniciativas ocidentais voltadas a enfraquecer militarmente a Rússia. Segundo ele, as tentativas de impor uma derrota estratégica a Moscou não atingiram os resultados esperados. O presidente afirmou que o país continuará defendendo seus interesses militares e geopolíticos diante das pressões externas.


Outro tema abordado foi a situação no Mar Báltico, área considerada estratégica para a segurança russa e para a circulação de embarcações. Putin alertou que eventuais medidas de países europeus para restringir a passagem de navios russos poderiam desencadear uma crise de grandes proporções.

Para dimensionar os riscos, o presidente comparou a possibilidade de um bloqueio no Báltico à situação do Estreito de Ormuz, rota internacional de grande importância para o transporte de petróleo. A advertência foi direcionada especialmente aos integrantes europeus da OTAN, que mantêm presença estratégica na região.

As declarações foram feitas em um momento de movimentação diplomática envolvendo Moscou e lideranças europeias. O presidente da Finlândia, Alexander Stubb, e o primeiro-ministro da Noruega, Jonas Gahr Støre, participaram de uma iniciativa para estabelecer canais de diálogo com o governo russo e discutir alternativas de negociação para a guerra na Ucrânia.


A articulação também envolve contatos relacionados ao presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, com o objetivo de criar condições para um entendimento capaz de reduzir as hostilidades. Apesar das tentativas de aproximação, Moscou mantém exigências relacionadas à expansão da OTAN no Leste Europeu, tema que permanece entre os principais pontos de conflito com as potências ocidentais.

Paralelamente às discussões diplomáticas, o Reino Unido intensificou os alertas sobre a segurança no continente. O secretário de Defesa britânico, Wes Streeting, destacou a necessidade de preparação diante de possíveis ameaças militares nos próximos anos e mencionou 2030 como horizonte de atenção.

A posição britânica reflete a preocupação de governos europeus com o avanço das capacidades militares russas e com a possibilidade de as tensões ultrapassarem as fronteiras da Ucrânia. Diante desse cenário, integrantes da OTAN discutem reforço das estruturas de defesa, ampliação de investimentos militares e estratégias para proteger seus territórios.

A advertência de Putin recoloca em evidência o risco de um confronto direto entre a Rússia e países europeus. Embora o presidente tenha afirmado que Moscou não deseja uma guerra, a declaração indica que o governo russo considera a possibilidade de uma escalada militar. Os próximos desdobramentos dependerão das negociações diplomáticas, das decisões da OTAN e dos rumos do conflito na Ucrânia.

www.msagoraurgentenews.com.br




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