INFRAESTRUTURA DO BRASIL TEM DESEMPENHO CRÍTICO EM RANKING NACIONAL, COM FALHAS EM SANEAMENTO E MOBILIDADE
Levantamento do Confea atribui nota 56,92 à infraestrutura nacional e aponta a mobilidade como o setor mais deficitário, além de revelar problemas no saneamento e disparidades entre os Estados.
Foto: Divulgação INFRAESTRUTURA BRASILEIRA RECEBE NOTA 56,92 EM ÍNDICE NACIONAL E EXPÕE DEFICIÊNCIAS EM MOBILIDADE E SANEAMENTO.
Avaliação do Confea aponta desempenho insatisfatório nos Estados e no Distrito Federal, com mobilidade entre os setores mais deficientes e desigualdades no acesso aos serviços essenciais.
A infraestrutura brasileira recebeu nota 56,92, em uma escala de zero a 100, no Infra-BR, índice elaborado pelo Conselho Federal de Engenharia e Agronomia (Confea) para avaliar as condições dos 26 Estados e do Distrito Federal. O resultado foi considerado insatisfatório pelo próprio presidente da entidade, Vinicius Marchese, que comparou o desempenho do país a uma reprovação escolar.
O levantamento reúne mais de 60 indicadores para medir aspectos como cobertura, qualidade, eficiência e acesso aos serviços de infraestrutura. A análise foi dividida em dois grandes eixos: mobilidade e energia e conectividade.
Entre eles, a mobilidade apresentou o resultado mais baixo, com 53,84 pontos. Já o segmento de energia e conectividade alcançou 61,82 pontos, desempenho superior, mas ainda insuficiente para elevar a avaliação geral do país.
O estudo também evidencia diferenças significativas entre as unidades da Federação e indica que a força econômica brasileira ainda não se reflete em uma estrutura capaz de atender plenamente às necessidades da população e do desenvolvimento nacional.
Para Vinicius Marchese, as dificuldades não podem ser atribuídas apenas à extensão territorial do Brasil. Na avaliação do dirigente, a falta de prioridade na destinação de investimentos é um dos principais fatores que comprometem a evolução da infraestrutura.
O presidente do Confea também destaca o saneamento básico como uma das demandas mais urgentes. A ausência de água tratada e de coleta de esgoto, segundo a avaliação apresentada, provoca consequências que vão além da infraestrutura, afetando diretamente a saúde, a educação e as oportunidades oferecidas à população.
Os resultados do Infra-BR reforçam, assim, o desafio de ampliar e qualificar os investimentos em serviços essenciais, reduzir as desigualdades regionais e aproximar a infraestrutura brasileira das necessidades do país.
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