LAUDO MÉDICO ALERTA PARA RISCO DE PERFURAÇÃO INTESTINAL, E PAI DE VORCARO PEDE AO STF CONVERSÃO DA PRISÃO EM DOMICILIAR
Advogados de Henrique Moura Vorcaro entregam novos exames ao STF e sustentam que a diverticulite aguda demanda tratamento especializado e intervenção cirúrgica, diante do risco de agravamento do quadro clínico.
Foto: Divulgação LAUDO MÉDICO APONTA RISCO DE PERFURAÇÃO INTESTINAL, E PAI DE VORCARO PEDE PRISÃO DOMICILIAR AO STF
Defesa de Henrique Moura Vorcaro apresenta novos exames e afirma que quadro de diverticulite aguda exige tratamento especializado e cirurgia, diante do risco de complicações graves.
A defesa de Henrique Moura Vorcaro, pai do banqueiro Daniel Vorcaro, apresentou um novo requerimento ao Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar revogar sua prisão preventiva ou substituí-la pela modalidade domiciliar. O pedido foi protocolado nesta segunda-feira (2), acompanhado de documentos médicos que, segundo os advogados, demonstram o agravamento de seu estado de saúde.
De acordo com a defesa, Henrique sofre com episódios recorrentes de diverticulite aguda, doença caracterizada pela inflamação de estruturas do intestino e que pode provocar complicações severas. Para fundamentar a solicitação, os advogados incluíram um relatório elaborado por um médico especialista em coloproctologia, apontando a necessidade de acompanhamento clínico específico.
O documento médico chama atenção para a possibilidade de perfuração intestinal e outros problemas decorrentes da evolução da doença. O relatório também indica a necessidade de realização de uma cirurgia, procedimento que ainda não foi realizado.
Os representantes legais argumentam que a continuidade da prisão nas condições atuais pode comprometer ainda mais a saúde do empresário. Segundo a petição, a situação exige assistência médica especializada, monitoramento constante e a realização da intervenção cirúrgica recomendada.
Henrique Moura Vorcaro está detido desde maio, no contexto da Operação Compliance Zero, conduzida pela Polícia Federal. A investigação apura suspeitas de fraudes financeiras envolvendo o Banco Master e o Banco de Brasília (BRB).
Além das questões médicas, os advogados voltaram a contestar os motivos utilizados para justificar a prisão preventiva. Na manifestação encaminhada ao Supremo, a defesa afirma que as suspeitas contra o empresário estariam fundamentadas em interpretações retiradas de contexto de mensagens relacionadas a negociações imobiliárias.
Outro ponto levantado pelos representantes legais diz respeito a um pedido anterior de revisão da prisão, apresentado em setembro. Segundo os advogados, a solicitação ainda não teria recebido a apreciação esperada, motivo pelo qual decidiram reforçar a necessidade de reavaliação da medida cautelar.
Com a apresentação dos novos documentos, a defesa tenta demonstrar que o quadro clínico exige uma resposta urgente do Judiciário. Os advogados sustentam que a prisão domiciliar permitiria a continuidade do tratamento, além de garantir condições adequadas para o acompanhamento médico e a realização da cirurgia.
Agora, caberá ao Supremo Tribunal Federal examinar os argumentos jurídicos e as informações médicas apresentadas antes de decidir se mantém a prisão preventiva ou autoriza sua substituição por uma medida menos restritiva.
Até que exista uma decisão judicial, Henrique Moura Vorcaro continuará preso. O novo requerimento representa mais uma tentativa da defesa de obter a conversão da prisão preventiva em domiciliar, sem que isso signifique concessão automática de liberdade ou reconhecimento das alegações apresentadas.
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