LULA PREPARA INDICAÇÃO AO STF PARA NOVEMBRO, ENQUANTO ALIADOS SE DIVIDEM ENTRE JORGE MESSIAS E RODRIGO PACHECO
Lula considera manter Jorge Messias, que enfrenta resistência no Senado, ou escolher Rodrigo Pacheco, apontado por aliados como uma opção com maior articulação política para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso.
Foto: Divulgação LULA RETOMA ARTICULAÇÕES PARA INDICAÇÃO AO STF E MANTÉM DISPUTA ENTRE MESSIAS E PACHECO.
Após a rejeição de Jorge Messias pelo Senado, presidente avalia os caminhos para preencher a vaga deixada por Luís Roberto Barroso. Rodrigo Pacheco também aparece nas negociações como alternativa defendida por setores do governo e do Congresso.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a movimentar as articulações políticas em torno da vaga aberta no Supremo Tribunal Federal (STF) após a aposentadoria antecipada de Luís Roberto Barroso. A expectativa é que o chefe do Executivo avance nas conversas ainda em novembro de 2026 para definir o nome que pretende indicar à Corte, em meio a negociações com lideranças do Senado Federal.
Dois nomes concentram as discussões em Brasília: Jorge Messias, atual ministro da Advocacia-Geral da União (AGU), e Rodrigo Pacheco (PSD-MG), ex-presidente do Senado e atualmente ministro do Tribunal de Contas da União (TCU). Ambos já estiveram entre os cotados para ocupar a cadeira deixada por Barroso, mas a situação política de cada um apresenta diferenças.
Messias continua sendo defendido por integrantes do governo e aliados próximos de Lula, principalmente pela relação de confiança que mantém com o presidente. Entretanto, sua indicação enfrenta um obstáculo importante: em 29 de abril de 2026, o Senado rejeitou seu nome por 42 votos contrários e 34 favoráveis, em uma decisão que marcou um episódio inédito na história recente das indicações ao Supremo.
Apesar da derrota, Lula já declarou publicamente que pretende indicar Messias novamente. O presidente atribuiu a rejeição anterior a razões políticas e afirmou que considera o advogado-geral da União preparado para ocupar uma cadeira na Suprema Corte. A possibilidade de insistir no mesmo nome, porém, mantém o desafio de reconstruir o apoio necessário entre os senadores.
Nesse contexto, Rodrigo Pacheco voltou a aparecer nas conversas como uma alternativa. Por ter comandado o Senado, o ex-presidente da Casa mantém relações com diferentes correntes políticas e é citado por interlocutores do governo como um nome que poderia facilitar o diálogo entre o Executivo e o Legislativo.
Pacheco também conta com manifestações de apoio de integrantes do Supremo, entre eles Gilmar Mendes e Flávio Dino, conforme informações publicadas sobre as articulações em torno da vaga. Sua eventual indicação é vista por setores políticos como uma possibilidade de aproximar interesses do Planalto, do Judiciário e do Congresso Nacional.
A escolha também passa pela relação de Lula com o presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). A liderança da Casa terá papel importante na tramitação de qualquer indicação, uma vez que o nome escolhido pelo presidente da República deverá passar por sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ser aprovado pelo plenário do Senado.
As negociações ocorrem ainda em meio às articulações para a eleição da presidência do Senado e a formação da Mesa Diretora, previstas para fevereiro de 2027. A mudança na composição parlamentar e a disputa pelo comando da Casa integram o cenário considerado pelos envolvidos nas conversas sobre a vaga no STF.
A escolha de um novo ministro representa uma decisão de grande relevância institucional, já que o Supremo julga questões constitucionais e processos com repercussão política e jurídica. Por isso, além da decisão presidencial, a aprovação do indicado depende da construção de apoio parlamentar suficiente.
Com as articulações em andamento, Lula precisa definir se insistirá na indicação de Jorge Messias, mesmo após a rejeição anterior, ou se considerará Rodrigo Pacheco como alternativa. Até que haja um anúncio oficial, os dois nomes permanecem no centro das discussões sobre a composição do Supremo Tribunal Federal.
www.msagoraurgentenews.com.br




COMENTÁRIOS