Os sinais do ministro do STF que pode sepultar a CPI do Master
Próximo do Centrão, Nunes Marques já disse ser ‘prudente que o Legislativo possa avaliar o modo mais adequado para instalação e desenvolvimento dos trabalhos’ de CPIs
O ministro do STF Kassio Nunes Marques — Foto: Rosinei Coutinho/SCO/STF O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Kassio Nunes Marques, relator da ação que pede a instalação da CPI do Banco Master, tem sinalizado que pode não autorizar a abertura da investigação. A ação foi apresentada por senadores da oposição, liderados por Eduardo Girão e Alessandro Vieira, com o objetivo de obrigar o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, a dar andamento ao pedido.
Nos bastidores, a expectativa entre aliados do governo e integrantes do Congresso é de que o ministro deixe o processo sem decisão imediata. Nunes Marques é visto como próximo de lideranças do Centrão, grupo político com ligação ao banqueiro Daniel Vorcaro, o que aumenta a avaliação de que ele evitará avançar com o caso.
O ministro também já demonstrou, em outras ocasiões, uma postura de não interferência em assuntos internos do Legislativo. Esse entendimento foi defendido por ele durante o julgamento sobre a criação da CPI da Covid, em 2021, quando ressaltou que cabe ao Senado definir a forma e o momento de instalação das comissões parlamentares de inquérito.
Recentemente, ao analisar a prorrogação da CPI do INSS, Nunes Marques voltou a defender uma atuação mais “autocontida” do Supremo, afirmando que o Senado deve resolver internamente esse tipo de საკითხო.
Outro ponto que pesa contra a instalação da CPI do Master são possíveis conflitos envolvendo o próprio ministro. Relatórios indicam que o banco de Vorcaro realizou repasses a uma empresa que, por sua vez, fez pagamentos ao filho de Nunes Marques, o advogado Kevin Marques.
Além disso, a defesa de Vorcaro já tentou direcionar processos ao ministro, embora o caso tenha acabado redistribuído no Supremo. A oposição, por sua vez, argumenta que o pedido de CPI cumpre todos os requisitos constitucionais e acusa Alcolumbre de omissão ao não dar andamento à comissão.
Diante desse cenário, a decisão de Nunes Marques pode ser determinante para o avanço ou não das investigações sobre o Banco Master.
Fonte: oglobo.globo.com
Por: Manu Gaspar





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