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IRÃ MATA PELO MENOS 33 LÍDERES CRISTÃOS EM MESES DE INTENSA PERSEGUIÇÃO, DENUNCIA MISSÃO

Iran Alive Ministries afirma que outros 131 ministros foram presos pelo regime islâmico, enquanto igrejas clandestinas relatam crescimento mesmo diante da repressão


IRÃ MATA PELO MENOS 33 LÍDERES CRISTÃOS EM MESES DE INTENSA PERSEGUIÇÃO, DENUNCIA MISSÃO Foto: Facebook/Iran Alive Ministeries

Repressão no Irã atinge líderes cristãos, mas igrejas clandestinas continuam crescendo.

Segundo informações atribuídas ao Iran Alive Ministries, pelo menos 33 líderes cristãos teriam sido mortos pelo regime islâmico iraniano nos últimos meses. Outros 131 ministros foram presos, sendo que alguns permanecem detidos e podem enfrentar condenações severas, incluindo a pena de morte.

As vítimas faziam parte de igrejas clandestinas e mantinham ligação com a organização cristã baseada nos Estados Unidos, que atua na evangelização da população iraniana. Os relatos indicam que a repressão se intensificou após as manifestações populares contra o governo registradas em janeiro deste ano.

Hormoz Shariat, fundador do Iran Alive, afirmou que 14 dos ministros presos continuam detidos. Segundo ele, alguns já foram condenados e estariam no corredor da morte. Outros 114 permanecem desaparecidos, enquanto quatro respondem a processos judiciais após terem deixado a prisão.

“Esta é apenas uma amostra das pessoas ligadas à Iran Alive. Há tantos outros cristãos que foram mortos, que foram presos”, declarou Shariat.

Crescimento da igreja clandestina

Apesar da intensificação da repressão religiosa, o movimento cristão clandestino no Irã continua registrando crescimento. De acordo com o ministério, mais de 5.800 pessoas, incluindo muçulmanos, teriam se convertido ao cristianismo neste ano por meio das ações de evangelização realizadas pela organização.

Shariat relaciona o aumento das conversões à frustração de parte da população com as promessas feitas por autoridades e lideranças políticas. Segundo ele, muitos iranianos passaram a buscar na fé cristã uma alternativa diante das dificuldades enfrentadas no país.

O líder religioso descreveu a nova geração de convertidos como pessoas profundamente engajadas na fé cristã e afirmou que a situação de pobreza e crise vivida pela população estaria contribuindo para o aumento do interesse pelo cristianismo.

“A perseguição é uma bênção”

Ao comentar a repressão, Shariat citou o Evangelho de Mateus e afirmou considerar a perseguição uma forma de fortalecimento da fé cristã.

“O governo não está feliz, mas nós estamos felizes porque o Reino de Deus está se expandindo e avançando”, afirmou.

O fundador do Iran Alive também disse que, pelas leis islâmicas e pela legislação iraniana, ele e integrantes de sua equipe são considerados criminosos pelas atividades de evangelização. Para ele, essa condição representa motivo de honra.

Segundo Shariat, cristãos mantidos nas prisões iranianas também continuam realizando atividades religiosas entre outros detentos. Ele relatou que alguns presos consideram as cadeias como espaços de evangelização e afirmou que muitos outros detentos estariam sendo apresentados à fé cristã.

O líder pediu ainda orações pelos cristãos presos e afirmou que os fiéis devem continuar utilizando a oração como instrumento de apoio aos perseguidos.

Novas restrições

O governo iraniano também teria adotado novas medidas para restringir a disseminação de conteúdo religioso. Entre as medidas mencionadas estão a proibição de transmissões de mídia religiosa e a criminalização de cidadãos que acompanham determinados programas cristãos.

Apesar das restrições, o Iran Alive mantém transmissões de conteúdo bíblico e programas cristãos por meio de televisão via satélite, buscando alcançar famílias em diferentes regiões do país.

O Irã aparece na 10ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2026, elaborada pela Missão Portas Abertas, que classifica os países de acordo com o nível de hostilidade enfrentado pelos cristãos.

Os relatos sobre o país apontam para um cenário de forte repressão religiosa, enquanto organizações cristãs afirmam que o movimento clandestino continua crescendo mesmo diante das prisões, ameaças e restrições impostas pelas autoridades.

www.msagoraurgentenews.com.br




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