PF APREENDE R$ 32,2 MILHÕES NO PAÍS; RIO DE JANEIRO, MARANHÃO E CEARÁ LIDERAM RANKING DE CRIMES ELEITORAIS
Polícia Federal abriu 1.224 investigações sobre crimes eleitorais em 2026 e apreendeu mais de R$ 33 milhões em bens e valores, incluindo aproximadamente R$ 21 milhões em dinheiro em espécie.
Foto: Divulgação PF ABRE 1.224 INQUÉRITOS ELEITORAIS E APREENDE MAIS DE R$ 33 MILHÕES ÀS VÉSPERAS DO PRIMEIRO TURNO.
Operações realizadas em diferentes estados resultaram na apreensão de cerca de R$ 21 milhões em dinheiro vivo; casos envolvem suspeitas de compra de votos, corrupção eleitoral e uso irregular de recursos
A Polícia Federal intensificou, em todo o país, as ações de fiscalização e investigação de possíveis crimes eleitorais na reta final antes do primeiro turno das Eleições 2026. Até 1º de outubro, a corporação havia instaurado 1.224 novos inquéritos relacionados a crimes eleitorais ao longo do ano e contabilizado mais de R$ 33 milhões em bens e valores apreendidos, sendo aproximadamente R$ 21 milhões em dinheiro em espécie.
Os números integram o balanço oficial da Polícia Federal e são considerados parciais e dinâmicos, podendo sofrer alterações com a abertura de novas investigações, novas apreensões e atualizações dos sistemas da instituição. Entre os casos apurados estão suspeitas relacionadas à corrupção eleitoral, compra de votos e outras práticas que podem comprometer a regularidade do processo eleitoral.
No Amazonas, uma das ações mais recentes ocorreu em 1º de outubro, quando duas pessoas foram presas em flagrante após realizarem saques que totalizaram R$ 1,64 milhão em uma agência bancária de Manaus. A ação foi desencadeada após informações recebidas pela Central de Denúncias Eleitorais sobre movimentações de elevado valor que poderiam estar relacionadas a práticas ilícitas durante o período eleitoral.
Todo o dinheiro foi apreendido e passou a ser analisado no âmbito do inquérito. A investigação busca esclarecer a origem, a movimentação financeira e a destinação dos recursos, além de verificar eventual relação com ilícitos eleitorais.
No Amapá, uma investigação conduzida pela PF em conjunto com o Ministério Público Eleitoral resultou na apreensão de mais de R$ 1,8 milhão em dinheiro vivo, além de valores em euros e dólares. A apuração envolve suspeitas de utilização irregular de um programa social com finalidade eleitoral, possível compra de votos e coação eleitoral.
As medidas autorizadas pela Justiça Eleitoral incluíram buscas e apreensões e afastamento cautelar de servidoras públicas. Segundo a PF, o material recolhido será utilizado para esclarecer os fatos investigados.
No Ceará, a Polícia Federal informou que, desde o início da propaganda eleitoral, em 16 de agosto, foram realizadas quatro operações relacionadas às Eleições 2026. As ações resultaram no cumprimento de 36 mandados de busca e apreensão, na apreensão de aproximadamente R$ 1,09 milhão em dinheiro e em uma prisão em flagrante.
As investigações no estado continuam e incluem a análise dos materiais e das informações obtidos durante as diligências.
Em Sergipe, uma operação da PF também resultou na apreensão de R$ 500 mil após um saque realizado em uma agência bancária de Aracaju. Outros R$ 5,7 mil foram encontrados com o suspeito. O caso envolve apurações sobre eventual falsidade ideológica eleitoral e corrupção eleitoral.
Em Alagoas, mais de R$ 500 mil em espécie foram apreendidos durante uma investigação que apura suspeitas de corrupção eleitoral e lavagem de dinheiro. As autoridades também analisam movimentações financeiras consideradas atípicas, estimadas em aproximadamente R$ 750 mil, para verificar possível relação com financiamento irregular de campanha e aliciamento de eleitores.
Apesar do elevado volume de dinheiro apreendido, a Polícia Federal ressalta que a localização de valores em operações eleitorais não significa, por si só, que os recursos tenham origem criminosa ou que estivessem necessariamente destinados à compra de votos. A procedência e a finalidade do dinheiro precisam ser esclarecidas pelas investigações.
A apreensão representa uma medida cautelar dentro das apurações, enquanto a eventual responsabilização criminal ou eleitoral depende da comprovação dos fatos e da conclusão dos procedimentos conduzidos pelas autoridades competentes.
Com a aproximação do primeiro turno, a Polícia Federal mantém equipes mobilizadas em diferentes regiões do país para prevenir e investigar possíveis irregularidades. A atuação ocorre em articulação com a Justiça Eleitoral, o Ministério Público Eleitoral e outras forças de segurança.
O balanço divulgado às vésperas da votação evidencia a dimensão das operações realizadas durante 2026. Mais de mil inquéritos foram instaurados e dezenas de milhões de reais em bens e valores foram apreendidos em ações relacionadas a possíveis crimes eleitorais.
A corporação, entretanto, destaca que os números permanecem sujeitos a atualização. Novas ocorrências, prisões, apreensões e inquéritos podem alterar o balanço à medida que as equipes avançam nas fiscalizações durante o processo eleitoral.
www.msagoraurgentenews.com.br





COMENTÁRIOS