• Campo Grande, 28/10/2026
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MENSAGENS INTERCEPTADAS PELA PF EXPÕEM ORDEM DE LOBISTA PARA OCULTAR RASTRO FINANCEIRO EM REPASSE AO PT

Mensagens examinadas pela PF registram instruções atribuídas a Roberta Luchsinger sobre transferências e comprovantes, enquanto investigadores apuram operações envolvendo o “Careca do INSS” e possíveis vínculos com Lulinha.


MENSAGENS INTERCEPTADAS PELA PF EXPÕEM ORDEM DE LOBISTA PARA OCULTAR RASTRO FINANCEIRO EM REPASSE AO PT Foto: O Globo

PF ANALISA MENSAGENS DE ROBERTA LUCHSINGER E APURA MOVIMENTAÇÕES LIGADAS AO “CARECA DO INSS”

Mensagens apreendidas pela Polícia Federal no celular da lobista Roberta Luchsinger acrescentaram novos elementos às investigações sobre sua movimentação financeira e sobre possíveis relações com pessoas investigadas no caso que apura fraudes contra aposentados e pensionistas do INSS. Os investigadores analisam conversas, operações bancárias e negócios associados à empresária para identificar a origem e o destino dos recursos movimentados pelo grupo.

Entre os dados obtidos pela PF estão mensagens que registram instruções atribuídas a Roberta para que seu operador financeiro, Ulisses Barbosa, efetuasse transferências. Conforme reportagem da CNN Brasil baseada na investigação policial, os diálogos extraídos do aparelho mostram a empresária orientando pagamentos e, posteriormente, solicitando os respectivos comprovantes das operações.

A apuração também identificou movimentações financeiras relacionadas a Antônio Carlos Camilo Antunes, conhecido como “Careca do INSS”. Segundo a PF, ele é apontado como um dos principais operadores do esquema investigado por descontos associativos indevidos em aposentadorias e pensões. Antunes foi preso em setembro de 2025, mas sua defesa nega as acusações e afirma que ele é inocente.


Outro aspecto analisado pelos investigadores envolve transferências destinadas a uma empresa ligada a Roberta. De acordo com informações reunidas pela PF, uma companhia relacionada ao “Careca do INSS” teria repassado cerca de R$ 1,5 milhão à empresária. A polícia passou a verificar a justificativa para essas operações e se outros beneficiários poderiam estar relacionados às movimentações.

Em uma das mensagens encontradas pelos investigadores, Antunes teria determinado o envio de R$ 300 mil para uma empresa registrada em nome de Roberta. Ao ser questionado por um operador sobre o destinatário do dinheiro, ele teria respondido que os recursos seriam destinados ao “filho do rapaz”. A PF investiga se a expressão fazia referência a Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Até o momento, essa interpretação permanece como uma hipótese investigativa.

Outro diálogo considerado relevante ocorreu após a deflagração da Operação Sem Desconto. Segundo os investigadores, Roberta enviou uma mensagem a Antunes recomendando que ele se desfizesse de aparelhos telefônicos. A conversa passou a ser analisada pela PF para reconstruir a atuação dos envolvidos e verificar se houve alguma tentativa de eliminar ou ocultar informações relevantes para a investigação.

Em relatório citado pela imprensa, a Polícia Federal classificou a atuação de Roberta como relevante para a apuração de estruturas empresariais, movimentações financeiras e possível ocultação de patrimônio. Essa avaliação integra uma investigação ainda em andamento e não representa, por si só, uma conclusão judicial sobre responsabilidade criminal.


Durante depoimento à Polícia Federal, Roberta confirmou que foi responsável por apresentar Lulinha a Antônio Carlos Camilo Antunes antes da deflagração da Operação Sem Desconto. Ela afirmou, contudo, que o contato ocorreu antes de as suspeitas contra Antunes se tornarem públicas e negou ter feito transferências financeiras para o filho do presidente.

A defesa de Roberta contesta as acusações e afirma que a empresária estaria sendo alvo de criminalização em razão de sua amizade com Lulinha. Enquanto isso, a Polícia Federal continua examinando mensagens, registros bancários e contatos entre os investigados para verificar possíveis ocorrências de corrupção, tráfico de influência, lavagem de dinheiro ou outras irregularidades.

As investigações permanecem em andamento. As mensagens apreendidas são tratadas pela PF como elementos para formular e verificar hipóteses sobre a atuação do grupo. Até a conclusão dos inquéritos e eventual decisão judicial, as suspeitas envolvendo Roberta Luchsinger, Lulinha, Antônio Carlos Camilo Antunes e os demais investigados devem ser consideradas dentro do contexto das apurações, sem antecipação de responsabilidade criminal.

www.msagoraurgentenews.com.br




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