CIA PARTICIPA DA OPERAÇÃO DE SEGURANÇA NA CHEGADA DE FLÁVIO BOLSONARO AOS EUA, DIZ BAND
Imagens exibidas pela Band registram a chegada do senador e de familiares a um aeroporto executivo na região de Miami; a reportagem menciona uma possível participação de agentes de imigração e da CIA na escolta.
Foto: Reprodução CHEGADA DE FLÁVIO BOLSONARO AOS EUA TEM ESCOLTA E LEVANTA QUESTIONAMENTOS SOBRE PARTICIPAÇÃO DA CIA
Reportagem da Band registrou o desembarque do senador, da esposa e das duas filhas em aeroporto executivo na região de Miami, com presença atribuída a agentes de imigração e da inteligência norte-americana.
O senador Flávio Bolsonaro (PL) chegou aos Estados Unidos acompanhado da esposa e das duas filhas em uma operação de desembarque que, segundo reportagem da Band, contou com a presença e a escolta de agentes de imigração e da Agência Central de Inteligência (CIA). A movimentação ocorreu no aeroporto executivo de Opa-locka, localizado na região metropolitana de Miami, na Flórida, e chamou atenção pela estrutura de segurança observada no local.
Imagens divulgadas pela emissora mostram o momento em que Flávio e seus familiares deixam um jato particular após o pouso em território norte-americano. O desembarque aconteceu em uma área restrita do terminal, destinada principalmente à operação de aeronaves privadas.
Conforme as informações apresentadas pela Band, agentes de imigração dos Estados Unidos e integrantes da CIA teriam participado da escolta da família. A suposta atuação dos agentes despertou questionamentos sobre o tipo de assistência oferecida ao senador e as razões para a presença de uma estrutura de segurança dessa natureza.
Depois de deixarem a aeronave, Flávio, a esposa e as duas filhas seguiram para um veículo executivo preto, estacionado nas proximidades da área de controle alfandegário. As imagens mostram a família atravessando a pista até o automóvel que aguardava no local.
O Opa-locka Executive Airport está situado na região de Miami e é utilizado principalmente pela aviação executiva. Foi nesse terminal que pousou o jato particular responsável pelo transporte do senador e de seus familiares aos Estados Unidos.
A presença atribuída a agentes norte-americanos também levantou dúvidas sobre os procedimentos migratórios adotados na entrada da família no país. Até o momento, as informações divulgadas não esclarecem qual autorização foi utilizada nem apresentam detalhes sobre as condições específicas do ingresso em território norte-americano.
A viagem ocorreu em meio à repercussão política da saída de Flávio Bolsonaro do Brasil. Segundo os relatos divulgados, o senador teria utilizado um passaporte italiano válido, depois do cancelamento de seus documentos brasileiros por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).
A menção à CIA na operação de chegada ampliou a repercussão do episódio, uma vez que envolve uma agência de inteligência dos Estados Unidos em uma situação relacionada a um parlamentar brasileiro. No entanto, os detalhes disponíveis não especificam qual teria sido a função da agência, tampouco esclarecem se houve participação no planejamento da viagem ou apenas no esquema de recepção e escolta.
A reportagem da Band também apresentou registros do desembarque e do deslocamento da família até o veículo que aguardava na pista. As imagens passaram a alimentar o debate sobre as circunstâncias da viagem e a estrutura de segurança mobilizada na chegada do senador.
Flávio Bolsonaro deve conceder uma entrevista coletiva nesta quinta-feira (29), nos Estados Unidos, para explicar sua saída do Brasil. A expectativa é que o parlamentar apresente sua versão sobre a viagem e esclareça os motivos do deslocamento, enquanto permanecem questões em aberto sobre a suposta participação de agentes de imigração e da CIA na operação de escolta.
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