MENSALIDADES DE ESCOLAS PARTICULARES PODEM SUBIR ATÉ 11% EM 2027, APONTA LEVANTAMENTO
Levantamento da consultoria Meira Fernandes, realizado com 1.500 instituições de oito estados, aponta reajustes acima da inflação estimada, com potencial de pressionar ainda mais o orçamento das famílias.
Foto: Reprodução MENSALIDADES DE ESCOLAS PARTICULARES PODEM SUBIR ATÉ 11% EM 2027 E PESAR NO BOLSO DAS FAMÍLIAS.
Levantamento da consultoria Meira Fernandes aponta reajustes entre 7% e 11% em quase todas as instituições consultadas, com aumentos acima da inflação prevista para o período.
As mensalidades das escolas particulares no Brasil poderão ficar de 7% a 11% mais caras em 2027, conforme levantamento realizado pela consultoria Meira Fernandes. A previsão acende um alerta para famílias que mantêm os filhos na rede privada, já que o reajuste pode ampliar o peso da educação no orçamento doméstico.
O estudo reuniu informações de 1.500 instituições de ensino distribuídas por oito estados brasileiros. De acordo com os resultados, 98% dos colégios consultados projetam aplicar aumentos dentro do intervalo indicado para o próximo ano letivo.
As estimativas estão acima da inflação esperada para o período, calculada entre 4,3% e 5%. Se o reajuste atingir o limite de 11%, a elevação das mensalidades ficará mais que o dobro da inflação projetada em seu patamar inferior, ampliando a pressão sobre os gastos das famílias.
A perspectiva exige maior atenção ao planejamento financeiro dos responsáveis, que precisam equilibrar os custos escolares com despesas básicas, como alimentação, habitação, transporte e saúde.
Entre os principais motivos apontados pelas instituições para justificar os aumentos está a elevação dos custos de funcionamento. Os gastos com a remuneração de professores e outros profissionais representam uma parte expressiva das despesas das escolas particulares e estão entre os fatores considerados na definição das mensalidades.
O setor também destaca a ampliação dos investimentos em educação inclusiva. A necessidade de contratar e capacitar profissionais especializados, além de oferecer acompanhamento multidisciplinar aos alunos, pode elevar os custos das instituições.
As despesas com tecnologia e segurança integram essa conta. Para manter as atividades, as escolas precisam investir em ferramentas e plataformas digitais, reforçar a proteção de informações de estudantes e responsáveis e adequar seus sistemas às exigências previstas na legislação.
Outro ponto de atenção é a inadimplência. O atraso no pagamento das mensalidades afeta a entrada de recursos e pode comprometer o fluxo de caixa das instituições. Diante desse risco, algumas escolas consideram possíveis perdas de receita ao estabelecer suas projeções financeiras.
Apesar da tendência apontada pela pesquisa, o percentual efetivo de aumento não será necessariamente igual em todas as escolas. Cada instituição possui uma estrutura própria de despesas, e a legislação brasileira estabelece que o valor da anuidade deve considerar os custos necessários à prestação dos serviços educacionais.
A Lei Federal nº 9.870/1999 regulamenta a definição e a divulgação dos valores cobrados pelas instituições privadas de ensino. Com isso, pais e responsáveis podem solicitar informações sobre os critérios utilizados para calcular o reajuste, inclusive a planilha de custos que fundamenta o aumento.
Também é possível buscar alternativas de negociação diretamente com a escola, como condições especiais para quem antecipa o pagamento ou descontos destinados a famílias com irmãos matriculados na mesma instituição.
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