BOMBA: PF FAZ OPERAÇÃO EM MS E PRENDEU PRESIDENTE DO TCE DE MATO GROSSO E CUMPRE MANDADOS NO ESTADO
Operação da PF cumpre 26 mandados em três estados, prende o presidente do TCE-MT e apura suspeitas de contratos irregulares, pagamentos atípicos e lavagem de dinheiro.
Foto: Divulgação PF DESENCADEIA OPERAÇÃO CONTRA SUSPEITAS NO TCE-MT, PRENDE PRESIDENTE DA CORTE E MIRA CONTRATOS MILIONÁRIOS.
Operação Tomada de Contas mobiliza mais de 180 agentes em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo; ação cumpre 26 mandados de busca e seis de prisão preventiva, além de medidas autorizadas pelo STJ.
A Polícia Federal deflagrou nesta quinta-feira (29) a Operação Tomada de Contas, destinada a investigar possíveis irregularidades em contratos administrativos e pagamentos relacionados a servidores do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). A ação ocorre em Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e São Paulo, onde são cumpridos 26 mandados de busca e apreensão.
Segundo informações divulgadas pelo G1 e pelo UOL, entre os presos está o presidente do TCE-MT, conselheiro Sérgio Ricardo de Almeida. Também foram detidos a secretária executiva do tribunal, Roseli Loss; o assessor da presidência, Adriangelo Barros Antunes; o consultor jurídico-geral da instituição, Grhegory Paiva Pires Moreira; e os advogados Gustavo Fernandes da Silva e Felipe Jose Glinke.
A operação busca esclarecer suspeitas envolvendo a administração de contratos e a realização de pagamentos a servidores do órgão de controle. Mais de 180 policiais federais participam do cumprimento de seis mandados de prisão preventiva e 26 de busca e apreensão.

As medidas incluem ainda o afastamento de sigilos e o sequestro de bens, conforme autorizações concedidas pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ).
Entre as linhas de investigação está a suspeita de que a suspensão de contratos administrativos teria sido utilizada como instrumento de pressão sobre fornecedores. A PF também apura possíveis favorecimentos ou tratamentos diferenciados na liberação de recursos públicos.
Outro eixo da apuração envolve inconsistências em pagamentos destinados a empresas, movimentações financeiras consideradas atípicas e saques frequentes em dinheiro envolvendo servidores públicos. Os investigadores analisam possíveis conexões entre depósitos bancários e retiradas realizadas nas dependências do próprio tribunal.
De acordo com a Polícia Federal, os fatos investigados podem, em tese, caracterizar crimes contra a Administração Pública, lavagem de dinheiro e organização criminosa. As suspeitas ainda estão sob apuração, e eventuais responsabilidades individuais deverão ser esclarecidas ao longo da investigação.
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