• Campo Grande, 30/10/2026
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MAIS DE 60 MIL SITES ILEGAIS DE APOSTAS FORAM IDENTIFICADOS NO BRASIL; QUEM APOSTAVA DEIXOU DE APOSTAR?

Estudo do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável identifica milhares de sites suspeitos e alerta para possíveis falhas na fiscalização e o avanço de usuários em direção a plataformas ilegais.


MAIS DE 60 MIL SITES ILEGAIS DE APOSTAS FORAM IDENTIFICADOS NO BRASIL; QUEM APOSTAVA DEIXOU DE APOSTAR? Foto: Divulgação

PROIBIÇÃO NÃO FREIA BETS CLANDESTINAS: LEVANTAMENTO IDENTIFICA MAIS DE 60 MIL ENDEREÇOS SUSPEITOS NO BRASIL

Monitoramento do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável revela a permanência de plataformas ilegais na internet e levanta dúvidas sobre a eficácia da fiscalização e a migração de apostadores para sites sem autorização.

A proibição das apostas esportivas no Brasil não impediu que jogos de azar continuassem sendo oferecidos pela internet. Um levantamento do Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR), realizado por meio do sistema de monitoramento LegitBet, identificou 60.477 endereços eletrônicos suspeitos de disponibilizar apostas ilegais no país.

O monitoramento ganhou força após o governo federal publicar uma medida provisória que proibiu a exploração e a publicidade das chamadas bets em território nacional. A iniciativa buscava interromper esse mercado, mas os dados mostram que milhares de páginas continuam sendo detectadas na rede.

O IBJR ressalta que o número corresponde ao total de endereços mapeados pelo sistema, e não significa necessariamente que 60 mil novos sites tenham surgido depois da proibição. Uma das estratégias utilizadas pelos operadores é recorrer a diferentes domínios para manter as atividades mesmo quando os endereços anteriores são bloqueados.


Entre os mecanismos identificados estão links alternativos, bônus por indicação, jogos de caça-níqueis virtuais e transações por Pix. Algumas páginas também exigem dados pessoais, como CPF e número de telefone, para permitir o cadastro dos usuários.

Outro problema envolve o uso indevido de marcas conhecidas do setor. Plataformas clandestinas reproduzem nomes, logotipos e elementos visuais de empresas legítimas para atrair apostadores e transmitir uma falsa impressão de segurança.

Segundo o levantamento e as denúncias recebidas pelo setor, parte desses endereços pode servir de entrada para golpes financeiros e roubo de informações pessoais. Nesses casos, o usuário acredita estar acessando uma empresa conhecida, mas acaba direcionado a ambientes digitais fraudulentos.


A divulgação dos links ocorre principalmente por grupos automatizados nas redes sociais e canais de transmissão do Telegram. A circulação por esses meios amplia o alcance das plataformas clandestinas e dificulta a identificação e o bloqueio dos endereços.

Os dados levantam dúvidas sobre a capacidade de fiscalização do governo federal. Embora a proibição tenha restringido oficialmente a atividade, a identificação de dezenas de milhares de páginas suspeitas indica que operadores não autorizados continuam encontrando caminhos para alcançar os usuários.

Também permanece a incerteza sobre o comportamento dos apostadores. A restrição às plataformas regulamentadas não significa, necessariamente, que quem tinha o hábito de apostar abandonou a atividade. Parte dos usuários pode ter migrado para sites clandestinos, que oferecem menos garantias de proteção ao consumidor e segurança nas transações.

Diante desse cenário, a questão central é se a proibição reduziu efetivamente o número de pessoas que apostam ou apenas deslocou parte desse público para ambientes sem autorização e fiscalização. O levantamento aponta um desafio para as autoridades: impedir que o mercado ilegal continue operando sob novos endereços e formatos na internet.

www.msagoraurgentenews.com.br




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