• Campo Grande, 31/10/2026
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ESTATAIS FEDERAIS REGISTRAM DÉFICIT RECORDE DE R$ 8,5 BILHÕES NO GOVERNO LULA

Déficit registrado entre janeiro e setembro de 2026 é o mais elevado para o período desde 2002, conforme dados do Banco Central, em meio às dificuldades financeiras enfrentadas por empresas como os Correios.


ESTATAIS FEDERAIS REGISTRAM DÉFICIT RECORDE DE R$ 8,5 BILHÕES NO GOVERNO LULA Foto: Divulgação

ESTATAIS FEDERAIS ACUMULAM ROMBO RECORDE DE R$ 8,5 BILHÕES EM 2026.

Déficit registrado entre janeiro e setembro é o maior para o período desde 2002, segundo o Banco Central; Correios estão entre as empresas que enfrentam dificuldades financeiras, enquanto projeções indicam resultados negativos até 2030.

As empresas estatais federais acumularam um déficit de R$ 8,5 bilhões entre janeiro e setembro de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central na quinta-feira (29). O resultado representa o maior saldo negativo para os nove primeiros meses de um ano desde o início da série histórica, em 2002.


Apenas em setembro, o rombo chegou a R$ 2 bilhões, estabelecendo também o pior resultado já registrado para o mês. Os números apontam para o agravamento das condições financeiras das empresas públicas federais e ampliam as preocupações sobre os reflexos desse desempenho nas contas do governo.

O déficit acumulado nos primeiros nove meses deste ano já ultrapassou o resultado negativo de todo o ano de 2024, quando as estatais encerraram o exercício com um saldo de R$ 6,73 bilhões. Na comparação com o mesmo período de 2025, quando o rombo estava em aproximadamente R$ 6,3 bilhões, também houve deterioração.


Entre as companhias que integram esse cenário estão os Correios, que enfrentam uma crise financeira e vêm registrando sucessivos resultados deficitários. A situação da estatal tornou-se um dos principais exemplos dos problemas econômicos enfrentados por empresas controladas pelo governo federal.

O levantamento do Banco Central também abrange outras companhias, como Casa da Moeda, Infraero, Serpro, Dataprev, Hemobrás e Emgepron. Todas fazem parte do grupo de empresas públicas considerado no cálculo do resultado fiscal.


É importante destacar que os dados não incluem sociedades de economia mista, como Petrobras e Eletrobras, nem bancos públicos, entre eles Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal. Portanto, o déficit apresentado corresponde a um conjunto específico de estatais federais, e não à totalidade das empresas com participação do governo.

As perspectivas para os próximos anos também chamam atenção. No projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias enviado ao Congresso Nacional, o próprio governo federal prevê que as estatais deverão continuar apresentando resultados deficitários até 2030.


A continuidade desse quadro levanta preocupações sobre a necessidade de novos aportes do Tesouro Nacional. Caso as empresas não consigam reverter suas dificuldades e alcançar equilíbrio financeiro, poderá ser necessário utilizar recursos públicos para cobrir prejuízos e assegurar a manutenção das atividades.

O déficit recorde acrescenta pressão sobre a política fiscal do governo Lula e reacende o debate sobre a administração das empresas estatais. Com R$ 8,5 bilhões de saldo negativo em apenas nove meses, os números do Banco Central colocam em evidência questões relacionadas à eficiência da gestão, ao controle das despesas e à responsabilidade no uso do dinheiro público.

www.msagoraurgentenews.com.br




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