PF ENCONTRA MENSAGEM EM QUE LULINHA RELATA SOBRE CHAMPANHE E GAROTAS DE PROGRAMA EM HOTEL DE LUXO
Mensagens recuperadas de aparelhos apreendidos pela Polícia Federal fazem referência a uma possível confraternização com o ex-ministro Juscelino Filho no Palácio Tangará, em São Paulo, enquanto a defesa de Lulinha questiona a divulgação das conversas.
Foto: Divulgação “PROSTITUTAS TAMBÉM MERECEM CHAMPANHE”: MENSAGENS ATRIBUÍDAS A LULINHA IRONIZAM RELATO DE FESTA COM EX-MINISTRO.
Conversas recuperadas pela Polícia Federal mencionam suposta confraternização de Juscelino Filho em hotel de luxo em São Paulo, além de críticas ao uso de aeronaves oficiais; defesa de Lulinha contesta a divulgação e nega irregularidades.
Mensagens recuperadas de celulares apreendidos pela Polícia Federal (PF) trouxeram à tona uma conversa em que Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, faz uma observação irônica ao comentar um relato sobre uma suposta festa envolvendo o então ministro das Comunicações, Juscelino Filho, em um hotel de luxo na capital paulista.
O diálogo foi mantido com a empresária Roberta Luchsinger, cujos aparelhos foram recolhidos e submetidos à perícia no contexto de investigações sobre possíveis fraudes no Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e suspeitas de tráfico de influência.
Durante a conversa, Roberta teria mencionado uma confraternização no Palácio Tangará, em São Paulo. Segundo o relato atribuído à empresária, o encontro teria envolvido bebidas de alto valor e a possível presença de garotas de programa em uma suíte utilizada pelo então ministro.
Ao reagir à história, Lulinha teria escrito: “Prostitutas também merecem champanhe”. A frase, interpretada como uma ironia sobre o episódio, ganhou repercussão depois que trechos das mensagens foram divulgados pela imprensa no final de outubro de 2026.
As conversas também fizeram referência à utilização de aeronaves da Força Aérea Brasileira (FAB) por Juscelino Filho em deslocamentos relacionados a compromissos de natureza privada. Na troca de mensagens, os interlocutores teriam demonstrado críticas ao uso de aviões oficiais nessas circunstâncias.
O conteúdo faz parte de uma investigação mais abrangente da Polícia Federal, que apura possíveis irregularidades em diferentes setores da administração pública e eventuais relações de influência sobre órgãos do governo federal.
Além desse material, Fábio Luís Lula da Silva também é citado em outras apurações relacionadas a suspeitas de tráfico de influência no Ministério da Saúde e na Dataprev, além de pagamentos considerados suspeitos a pessoas com ligação com o Palácio do Planalto.
Os procedimentos envolvendo o empresário estão sob análise do Supremo Tribunal Federal (STF). Recentemente, o presidente da Corte, ministro Edson Fachin, devolveu ao ministro André Mendonça a relatoria das investigações relacionadas a Lulinha.
A divulgação das conversas provocou questionamentos sobre o teor das mensagens e as circunstâncias em que foram produzidas. Entretanto, a existência dos diálogos, isoladamente, não comprova a participação dos envolvidos em irregularidades nem estabelece responsabilidade criminal.
Em manifestação oficial, a defesa de Lulinha contestou a exposição pública do conteúdo e afirmou que não é possível atestar formalmente a autenticidade das mensagens. Os advogados também negaram qualquer envolvimento do empresário em atividades ilegais e disseram que ele permanece à disposição das autoridades para prestar os esclarecimentos necessários.
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