OSWALDO EUSTÁQUIO PEDE ACAREAÇÃO COM MAURO CID PARA ESCLARECER DIVERGÊNCIAS EM DEPOIMENTOS
Advogados pedem ao STF acareação para esclarecer divergências sobre visita ao Alvorada e solicitam perícias em mensagens, imagens e registros de acesso ao local.
Foto: CNN DEFESA DE OSWALDO EUSTÁQUIO PEDE ACAREAÇÃO COM MAURO CID E QUESTIONA PROVAS NO STF
Advogados solicitam confronto por videoconferência, acesso integral aos depoimentos do ex-ajudante de ordens e perícias em mensagens, imagens e registros de acesso ao Palácio da Alvorada.
A defesa do jornalista Oswaldo Eustáquio apresentou ao Supremo Tribunal Federal (STF) um pedido de acareação com o tenente-coronel Mauro Cid, ex-ajudante de ordens do ex-presidente Jair Bolsonaro. A iniciativa busca esclarecer divergências entre as declarações do militar e a versão apresentada pelo jornalista sobre uma visita ao Palácio da Alvorada, em 12 de dezembro de 2022.
A solicitação prevê que os dois sejam colocados frente a frente por videoconferência para prestar esclarecimentos sobre o episódio. Segundo os advogados, há contradições relevantes entre os relatos que precisam ser examinadas durante a análise do processo.
Além do confronto entre as versões, a defesa pediu acesso completo aos depoimentos de Mauro Cid. O objetivo é examinar todas as declarações prestadas pelo ex-ajudante de ordens e verificar se existem divergências em relação aos argumentos e documentos apresentados pelos representantes de Eustáquio.
A petição também solicita perícia em mensagens, análise de imagens captadas por câmeras de segurança e consulta aos registros de entrada e saída do Palácio da Alvorada. Os advogados pretendem reunir elementos que permitam reconstruir as circunstâncias da visita mencionada na investigação.
Mauro Cid ocupa papel central nos questionamentos apresentados pela defesa, principalmente em razão das informações fornecidas no âmbito de sua colaboração premiada. Os representantes do jornalista querem confrontar o conteúdo desses relatos com outras provas disponíveis e com a versão de seu cliente.
Entre os argumentos apresentados, a defesa sustenta que uma acusação criminal não deve estar fundamentada exclusivamente em declarações de um colaborador premiado. Na avaliação dos advogados, é necessário que outros elementos de prova confirmem as informações utilizadas para embasar a denúncia.
O pedido foi protocolado depois que a Primeira Turma do STF tornou Oswaldo Eustáquio réu por associação criminosa em processo relacionado aos acontecimentos de 8 de janeiro. Com as medidas solicitadas, a defesa pretende contestar pontos que considera relevantes para a sustentação da acusação.
Os advogados também pedem que os materiais e registros requeridos sejam incorporados à análise do caso. A estratégia busca ampliar a produção de provas e esclarecer aspectos que, segundo a defesa, ainda apresentam inconsistências.
A acareação com Mauro Cid é apontada pelos representantes de Eustáquio como uma medida importante para comparar diretamente os relatos sobre a visita ao Palácio da Alvorada. O requerimento aguarda análise do Supremo Tribunal Federal.
Ao final da petição, a defesa também solicita a absolvição do jornalista. Os advogados argumentam que as divergências apontadas e os elementos probatórios requeridos devem ser considerados pelo STF na avaliação da responsabilidade criminal de Oswaldo Eustáquio.
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