• Campo Grande, 03/11/2026
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ADRIANE ENTRA NA MIRA APÓS ELEIÇÃO, MAS EVENTUAL AFASTAMENTO PODE DESENCADEAR NOVA DISPUTA PELO COMANDO DE CAMPO GRANDE

Pressão por impeachment de Adriane Lopes cresce após as eleições, mas eventual cassação não dará aos vereadores o poder de escolher o novo prefeito.


ADRIANE ENTRA NA MIRA APÓS ELEIÇÃO, MAS EVENTUAL AFASTAMENTO PODE DESENCADEAR NOVA DISPUTA PELO COMANDO DE CAMPO GRANDE Foto: CMCG

PRESSÃO SOBRE ADRIANE LOPES AUMENTA, MAS VEREADORES NÃO PODERÃO ESCOLHER NOVO PREFEITO.

A prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes (PP), passou a enfrentar maior pressão política após o encerramento das eleições. A abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para apurar o serviço de tapa-buraco representa o primeiro movimento de um grupo de vereadores que busca se distanciar do desgaste da atual administração e evitar que a rejeição à gestão municipal também comprometa seus projetos eleitorais.

Durante o período eleitoral, os parlamentares mantiveram uma postura de cautela para não prejudicar a campanha de reeleição do governador Eduardo Riedel (PP), aliado político de Adriane. Com o fim da disputa, entretanto, o cenário mudou, e a prefeita terá de enfrentar uma Câmara Municipal mais disposta a cobrar explicações e pressionar o Executivo.


Com as eleições nacionais e estaduais encerradas, os vereadores voltaram suas atenções para a própria sobrevivência política e para a próxima disputa eleitoral. Entre os parlamentares, existe a percepção de que a avaliação negativa de uma administração municipal acaba atingindo também aqueles que mantêm proximidade com o governo.

Nos últimos dias, as manifestações em defesa do afastamento de Adriane ganharam força. Alguns vereadores já mencionam abertamente a possibilidade de impeachment. Durante a campanha eleitoral, o vereador Leinha (Avante), aliado da prefeita, chegou a afirmar que ela não concluiria o mandato.

COMO FICA A SUCESSÃO

Apesar das discussões sobre impeachment, um eventual afastamento de Adriane não significa que os vereadores terão liberdade para escolher quem comandará a Prefeitura. O cenário depende das circunstâncias jurídicas e do tipo de decisão que resultar no afastamento.

Atualmente, tramita no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) uma ação que acusa Adriane Lopes e a vice-prefeita, Camilla Nascimento, de compra de votos. As duas foram absolvidas pela Justiça estadual, mas o caso chegou à terceira instância. Caso ambas sejam condenadas, Campo Grande terá de realizar uma nova eleição.

Nos bastidores da Câmara, circulou a interpretação de que uma eventual cassação permitiria aos vereadores escolher o próximo prefeito por meio de votação. Essa possibilidade, porém, não corresponde ao procedimento previsto para o caso de afastamento simultâneo da prefeita e da vice.

Nessa situação, o presidente da Câmara Municipal, Papy (PSDB), assumiria temporariamente o comando do Executivo até a posse do candidato eleito em uma nova eleição. Portanto, não caberia aos parlamentares indicar livremente um nome para ocupar a Prefeitura.


Se o afastamento ocorrer por iniciativa da própria Câmara, por meio de uma eventual CPI ou Comissão Processante, a sucessão também dependerá de quem for atingido pela decisão. Caso Adriane seja cassada e Camilla permaneça no cargo, a vice-prefeita assume a Prefeitura.

Uma nova eleição somente seria necessária se a vice também fosse afastada. Já a possibilidade de o presidente da Câmara assumir o comando do Executivo está condicionada à cassação de Adriane e Camilla nos últimos seis meses do mandato.

Além da CPI do tapa-buraco, vereadores também ensaiam a abertura de uma investigação sobre a saúde pública municipal. A iniciativa poderá ampliar a pressão política sobre a administração de Adriane e abrir uma nova frente de desgaste entre o Executivo e o Legislativo.

www.msagoraurgentenews.com.br




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