FENACON ALERTA: PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NÃO TÊM RECURSOS PARA CONTRATAR COM MUDANÇA NA JORNADA DE TRABALHO, DIZ ENTIDADE
FENACON aponta que pequenos e médios negócios não têm condições de arcar com os custos da mudança da escala 6×1 para 5×2 e defende implementação gradual, com regras específicas conforme o setor e o porte das empresas.
Foto: Divulgação FENACON ALERTA QUE PEQUENAS E MÉDIAS EMPRESAS NÃO ESTÃO PREPARADAS PARA A REFORMA TRIBUTÁRIA.
Entidade cobra maior orientação do governo sobre as novas regras, alerta para dificuldades na mudança da escala 6×1 para 5×2 e defende atualização do teto do Simples Nacional.
As micro, pequenas e médias empresas brasileiras ainda enfrentam dificuldades para se adequar à reforma tributária. O alerta foi feito pelo presidente da Federação Nacional das Empresas de Serviços Contábeis (Fenacon), Reynaldo Lima Jr., que aponta uma diferença no ritmo de preparação entre os negócios de menor porte e as grandes companhias. Enquanto as empresas maiores já avançam na adaptação ao novo sistema, os empreendimentos menores continuam com dúvidas sobre as mudanças e suas consequências.
Em entrevista ao Poder360, Lima Jr. cobrou do governo federal uma campanha de esclarecimento para orientar os empresários sobre as novas exigências. Ele também recomendou que os negócios priorizem a preparação para a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), cuja implementação está prevista para janeiro.
Outro ponto de preocupação levantado pelo dirigente é a proposta de substituir a escala de trabalho 6×1 pelo modelo 5×2. Na avaliação da Fenacon, uma alteração sem período de adaptação poderá provocar dificuldades adicionais para empresas de menor porte, especialmente diante dos custos envolvidos na contratação de novos funcionários.
Segundo Lima Jr., pequenos e médios empreendimentos possuem menos capacidade financeira para ampliar suas equipes e absorver as despesas decorrentes de uma eventual redução da jornada. Por isso, a entidade defende que a mudança seja implementada gradualmente, considerando as particularidades de cada atividade econômica e o tamanho das empresas, em vez de estabelecer uma regra uniforme para todos os setores.
O presidente da Fenacon também demonstrou preocupação com o limite de faturamento do Simples Nacional, atualmente fixado em R$ 4,8 milhões por ano. Para ele, o teto precisa passar por uma atualização em 2027, evitando que empresas em expansão sejam prejudicadas pelo limite vigente e acabem desestimuladas a crescer.
As manifestações da entidade reforçam a preocupação com os impactos das mudanças tributárias e trabalhistas sobre os pequenos negócios, que enfrentam desafios financeiros e operacionais maiores para acompanhar as novas exigências.
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