DA EUFORIA À TURBULÊNCIA: BOLSA PERDE R$ 734 BILHÕES APÓS VITÓRIA DE LULA E ENCERRA OUTUBRO NO VERMELHO
Ibovespa despencou 9,88% em outubro, chegou a registrar queda de 13,88% após o resultado eleitoral, enquanto o dólar disparou 5,22% e encerrou o mês cotado a R$ 5,444.
Foto: Reprodução BOLSA BRASILEIRA DESABA EM OUTUBRO, PERDE R$ 734 BILHÕES EM VALOR DE MERCADO E DÓLAR DISPARA
O mercado financeiro brasileiro encerrou outubro sob forte turbulência, com a Bolsa registrando o pior desempenho entre as principais modalidades de investimento. O Ibovespa, principal indicador do mercado acionário nacional, acumulou desvalorização de 9,88% no mês, em meio à reação dos investidores ao resultado eleitoral que confirmou a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
A última semana de outubro concentrou parte expressiva das perdas. O índice recuou 18,12%, registrando o pior resultado semanal desde março de 2020. No primeiro pregão após a divulgação do resultado eleitoral, em 26 de outubro, a queda chegou a 13,88%, levando a Bolsa a acionar o mecanismo de proteção conhecido como circuit breaker.
A forte desvalorização provocou uma redução de R$ 734 bilhões no valor de mercado das empresas listadas, conforme levantamento realizado pela consultoria Elos Ayta. O movimento evidenciou a dimensão da reação dos investidores diante das incertezas que passaram a cercar o cenário econômico e político.
O dólar também apresentou forte valorização durante o período. A moeda norte-americana avançou 5,22% em outubro e encerrou o mês cotada a R$ 5,444. A procura por proteção aumentou entre os investidores, diante das dúvidas relacionadas à condução da política fiscal e às perspectivas econômicas do próximo governo.
Na direção oposta ao mercado de ações, investimentos de renda fixa pós-fixados conseguiram manter resultados positivos. Aplicações como Tesouro Selic e Certificados de Depósito Bancário (CDBs) vinculados ao CDI foram beneficiadas pelo cenário de juros elevados.
Já os títulos públicos de longo prazo atrelados à inflação também sofreram pressão. A elevação das taxas de juros reduziu o valor desses papéis no mercado, prejudicando o desempenho dos investidores que mantêm esses ativos em suas carteiras.
O fechamento de outubro, portanto, foi marcado por perdas expressivas na Bolsa, valorização do dólar e maior procura por investimentos considerados mais protegidos das oscilações do mercado.
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