DURIGAN AFIRMA QUE GOVERNO LULA DESCARTA TABELAMENTO DA TAXA SELIC
Durigan afasta qualquer possibilidade de intervenção na taxa de juros e garante que o tabelamento da Selic não faz parte dos planos do governo Lula, em meio à apreensão gerada no mercado financeiro.
Foto: Divulgação DURIGAN DESCARTA TABELAMENTO DA SELIC E TENTA ACALMAR MERCADO FINANCEIRO.
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva não trabalha com a possibilidade de tabelar a taxa Selic ou estabelecer limites artificiais para os juros praticados no país. A manifestação ocorreu após especulações sobre uma eventual intervenção na taxa básica provocarem apreensão entre investidores e analistas do mercado financeiro.
Segundo Durigan, o presidente Lula não está discutindo nenhuma proposta de controle ou tabelamento dos juros. O ministro ressaltou que a medida também não integra os projetos elaborados pela equipe econômica nem faz parte das prioridades do Palácio do Planalto.
O esclarecimento busca conter os rumores que ganharam espaço no mercado e levantaram dúvidas sobre os rumos da política econômica federal. A possibilidade de interferência na definição dos juros despertou preocupação entre agentes financeiros, especialmente diante dos impactos que uma eventual mudança poderia provocar na credibilidade da condução econômica.
A discussão ganhou repercussão depois que o economista André Lara Resende, um dos responsáveis pela formulação do Plano Real, defendeu publicamente uma nova forma de coordenação econômica para reduzir o custo da dívida pública. Suas declarações foram interpretadas por integrantes do mercado como possíveis indicações de mudanças na dinâmica de definição dos juros.
Com a repercussão, Durigan procurou deixar clara a posição do governo e afastar interpretações de que estaria sendo preparada alguma intervenção na Selic. O ministro reiterou que não existe discussão sobre estabelecer artificialmente um limite para a taxa básica.
Durigan também desmentiu informações sobre uma possível reunião entre Lula e André Lara Resende para tratar do tema. De acordo com o titular da Fazenda, não há encontro previsto na agenda presidencial com essa finalidade.
O ministro reconheceu que existem diálogos entre economistas e integrantes do governo, incluindo o presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. Entretanto, destacou que essas conversas não representam a existência de uma proposta oficial para tabelar os juros no Brasil.
A repercussão evidencia a sensibilidade do mercado financeiro a qualquer sinalização de mudanças na política monetária e econômica. Investidores acompanham as manifestações do governo, principalmente quando envolvem a relação com o Banco Central e a autonomia técnica na definição das taxas de juros.
A Selic é o principal instrumento utilizado pelo Banco Central para controlar a inflação e orientar a política monetária. Sua definição leva em consideração o cenário econômico, as projeções inflacionárias e as avaliações do Comitê de Política Monetária (Copom).
Ao negar qualquer intenção de tabelamento, Durigan buscou reduzir as incertezas e transmitir uma mensagem de segurança aos agentes econômicos. O ministro reforçou que o governo Lula não possui, oficialmente, qualquer iniciativa para impor limites artificiais à taxa básica de juros.
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