CONSULTORIA PREVÊ ECONOMIA MAIS FRACA E CONGRESSO À DIREITA AUMENTANDO A PRESSÃO SOBRE LULA
Diretor do Eurasia Group prevê alívio político passageiro para Lula em 2027, seguido de desgaste na popularidade devido à economia mais lenta, aos juros altos e à dificuldade de negociar com um Congresso conservador.
Foto: Divulgação LULA PODE ENFRENTAR DESGASTE POLÍTICO E ECONÔMICO LOGO NO INÍCIO DO QUARTO MANDATO.
Diretor-executivo do Eurasia Group prevê período de trégua curto para o presidente, com risco de queda na popularidade diante da economia desacelerada, dos juros elevados e da resistência de um Congresso conservador.
O quarto mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) poderá começar marcado por desafios econômicos e dificuldades de articulação política. A avaliação é de Christopher Garman, diretor-executivo para as Américas do Eurasia Group, que prevê uma breve fase de tranquilidade para o petista antes do aumento das pressões a partir de 2027.
Segundo o analista, Lula poderá enfrentar uma queda de popularidade já no primeiro ano de governo, impulsionada pela desaceleração econômica, pelas elevadas taxas de juros e pela necessidade de promover um ajuste nas contas públicas.
Garman também avalia que o resultado eleitoral revelou o pessimismo de parte da classe média em relação às perspectivas para o país. Questões relacionadas à segurança pública e à corrupção também teriam influenciado o comportamento desse segmento do eleitorado.
No Congresso Nacional, o cenário tende a representar outro obstáculo para o governo. Com Câmara dos Deputados e Senado de perfil predominantemente conservador, propostas da administração petista poderão encontrar resistência, especialmente aquelas que envolvam aumento da carga tributária.
O diretor do Eurasia Group considera ainda que a redução dos estímulos fiscais e das medidas de expansão do crédito adotadas nos últimos anos poderá ampliar a percepção de estagnação econômica entre a população.
Nesse contexto, Garman estima que a aprovação de Lula, inicialmente superior a 50%, poderá recuar para menos de 40% ao longo de 2027, tornando o início do novo mandato particularmente desafiador para o presidente.
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