• Campo Grande, 04/11/2026
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RAFAEL PREGA CONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS, MAS DÍVIDA DO PIAUÍ AVANÇA E ATINGE 63% DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA

Levantamento citado pelo InfoMoney aponta déficit primário de cerca de R$ 3,7 bilhões entre 2023 e 2025 na gestão Rafael Fonteles, período em que a dívida estadual voltou a avançar.


RAFAEL PREGA CONTROLE DAS CONTAS PÚBLICAS, MAS DÍVIDA DO PIAUÍ AVANÇA E ATINGE 63% DA RECEITA CORRENTE LÍQUIDA Foto: Divulgação

RAFAEL FONTELES EXALTA EQUILÍBRIO FISCAL, MAS PIAUÍ ACUMULA DÉFICIT DE R$ 3,7 BILHÕES E DÍVIDA CHEGA A 63%

Governador reeleito celebra permanência do secretário da Fazenda, mas indicadores mostram resultados negativos nas contas estaduais entre 2023 e 2025 e aumento do endividamento público.

O governador reeleito do Piauí, Rafael Fonteles (PT), provocou repercussão ao publicar nas redes sociais a mensagem “Viva o Equilíbrio Fiscal!!!”, durante o anúncio da permanência do secretário estadual da Fazenda, Emílio Joaquim de Oliveira Júnior. A declaração ganhou destaque diante dos números recentes das contas públicas estaduais e da possibilidade de Fonteles assumir o Ministério da Fazenda no próximo governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

Entre 2023 e 2025, período em que Rafael Fonteles esteve à frente do governo piauiense, o estado apresentou déficits primários nos três exercícios. Conforme os dados mencionados no levantamento, o resultado negativo acumulado chegou a aproximadamente R$ 3,7 bilhões, evidenciando o desafio de equilibrar receitas e despesas.


Outro indicador que chama atenção é a evolução da dívida pública estadual. A relação entre o endividamento e a Receita Corrente Líquida (RCL) voltou a crescer, alcançando aproximadamente 63%, segundo levantamento divulgado pelo InfoMoney.

O quadro contrasta com os números registrados quando Fonteles ocupou a Secretaria da Fazenda do Piauí, entre 2015 e 2022. Naquele período, a proporção da dívida em relação à receita corrente líquida recuou de cerca de 57% para 37% em 2020.


Entretanto, o desempenho fiscal daqueles anos também apresentou oscilações. De acordo com informações da Secretaria da Fazenda, o estado contabilizou quatro exercícios com superávit primário e outros quatro com resultados deficitários.

Diante da deterioração dos indicadores durante sua administração, Fonteles estabeleceu uma regra com duração de dez anos para limitar o crescimento das despesas estaduais. A medida tem como objetivo conter a expansão dos gastos públicos e contribuir para a recuperação do equilíbrio financeiro.


O governo estadual, por sua vez, sustenta que os déficits estão associados à ampliação dos investimentos em infraestrutura e serviços públicos. Parte dessas iniciativas foi financiada por operações de crédito, cujos recursos não são contabilizados no cálculo do resultado primário.

A administração também destaca a diminuição proporcional das despesas com pessoal e a capacidade de investimento do Piauí. Como exemplo, aponta que, em 2025, o estado alcançou a primeira colocação nacional em investimentos proporcionais à Receita Corrente Líquida, conforme levantamento do Centro de Liderança Pública (CLP).


A discussão ganha dimensão nacional diante da possibilidade de Rafael Fonteles ser escolhido para comandar o Ministério da Fazenda no próximo mandato de Lula. Nesse cenário, o histórico das contas públicas piauienses coloca em evidência o desafio de conciliar investimentos, expansão da dívida, controle dos gastos e responsabilidade fiscal.

O contraste entre o discurso de equilíbrio fiscal e os indicadores acumulados durante a atual gestão amplia o debate sobre a condução das finanças estaduais e os critérios que deverão orientar uma eventual atuação de Fonteles na política econômica nacional.

www.msagoraurgentenews.com.br




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