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Campo Grande,15/03/2026

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Prefeitura seleciona 2 mil assistentes infantis e mina greve em Campo Grande

Adriane alega fim de contratos do ano passado; manobra blinda prefeitura de reivindicações da categoria


Prefeitura seleciona 2 mil assistentes infantis e mina greve em Campo Grande Prefeita de Campo Grande, Adriane Lopes / Reprodução PMCG - arquivo

Desconsiderando as reivindicações das assistentes educacionais infantis, a prefeita Adriane Lopes (PP) divulgou um edital para um processo seletivo simplificado com 2 mil vagas temporárias destinadas à Rede Municipal de Ensino de Campo Grande (Reme). A remuneração prevista é de R$ 1.900 para uma jornada de 40 horas semanais. A medida foi publicada em edição extra do Diogrande nesta terça-feira (10) e pode reduzir a possibilidade de mobilizações da categoria.

Conforme o edital, os contratos terão duração de até 12 meses, sendo exigido ensino médio completo dos candidatos. As inscrições são gratuitas e devem ser realizadas de forma online, entre os dias 11 e 20 de março, por meio do site da prefeitura.

De acordo com o documento, o processo seletivo tem como finalidade preencher vagas que devem surgir em 10 de abril de 2026, quando expiram contratos temporários firmados em uma seleção anterior. A administração municipal também afirma que a medida atende recomendações do Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso do Sul (TCE-MS) e busca assegurar a continuidade do atendimento nas creches e demais unidades da rede municipal.

A divulgação do edital acontece em meio a debates sobre possíveis mobilizações de profissionais da educação infantil. A categoria reivindica reajuste salarial de R$ 1,9 mil para R$ 2,5 mil, além de vale-alimentação, respeito ao limite de crianças por sala, direito a atestado de acompanhante, acesso a plano de saúde e alteração na nomenclatura do cargo.

Um ponto observado é que, com uma nova lista de candidatos dispostos a assumir o cargo pelo salário oferecido, a possibilidade de uma greve tende a diminuir. Isso porque, caso haja paralisação, a gestão municipal poderia substituir os profissionais, já que os contratos podem ser rescindidos por conveniência administrativa ou diante de eventual avaliação negativa de desempenho.

Histórico de tensão

No início de 2026, uma profissional foi exonerada após se manifestar na Câmara Municipal de Campo Grande pedindo melhorias para a categoria. Segundo ela, a demissão ocorreu sem aviso prévio.

A reportagem tentou contato com o Sindicato dos Servidores Contratados da Administração Pública da Rede Municipal de Campo Grande para comentar o assunto, porém, até a publicação desta matéria, não houve retorno. O espaço permanece aberto para eventuais posicionamentos.


Fonte: topmidianews.




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